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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Elite Marginal: Rock n Roll (Salvador\Bahia)

3 comentários:


Release:

“Somos marginais, porque não encontramos chances de expressão num mercado centralizador, e elite porque tivemos a oportunidade de estudar e conviver com uma estrutura universitária – coisa que a maioria não tem inclusive o apoio dos pais. Se optamos pelo rock, foi como resultado de todo esse processo.”

A Elite Marginal foi um banda que surgiu em meados do ano de 1987 como, Arthur (Vocal), Maico (Guitarra), Heverton (Baixo) e Luiz Marques (Bateria). A Elite Marginal conseguiu uma boa repercussão para o seu trabalho em Salvador, além de uma evidente evolução musical, principalmente após a entrada do ex-baterista do Ramal 12 (o primeiro foi André). O som sujo e sem muitas nuances melódicas foi adquirido, ao longo dos ensaios e shows, por teatros e bares, uma personalidade própria, que une característica do acústico ao Speed dançante de uma College Band.

Logo depois do lançamento do disco Rock 96 (Segunda coletânea em que a banda participou, sendo a primeira “Rock Conexão Salvador” a primeira de toda Bahia no gênero rock), ventos contrários se encarregaram de silenciar uma boa safra da produção alternativa, inclusive a Elite. Anos depois da retratação de muitos desses grupos. Maico Ribeiro, ex-vocalista e guitarrista, analisa a fase com desilusão, “99% da cidade não sabe que isso aconteceu e, mesmo hoje, as pessoas não tem conhecimento. Tanto faz haver uma ou dez bandas, a cidade não vai notar isso; na época, chegamos a colocar 250 pagantes num show nosso, num dia de quarta –feira”. E prossegue desafiando: “se alguém disser que atualmente há uma cena de rock’n’roll em Salvador, esse cara é um visionário, um sonhador”.

O somo dançante e ameno da Elite Marginal ganhou carinhosas criticas em jornais, teve um dos seus singles em primeiro lugar na Transamerica durante um ano “Quando bater à sua porta”, jornais locais colocavam a banda como uma das mais destacadas dos anos 90 e isso rendeu show ao lado de bandas como: 14 Bis, Capital Inicial, Ira, Barão Vermelho, Raul Seixas quando estava no fim de sua carreira como músico, entre outras.

Assim era a atmosfera e a linguagem de uma corrente do rock baiano entre flores, emoções e buscas ao sentimento.
fonte: rocksalvador
Curiosidades da banda:

- Foi uma das primeiras bandas a terem um single em Salvador que confundia-se com grupos nacionais e inglesas de Pop-Rock

- A banda passou uma temporada em São Paulo fazendo shows e apresentações ao redor da cidade.

- A banda chegou a ter na Transamerica POP um programa reservado para suas canções.

- Participou da primeira coletânea de Rock da Bahia.

Fonte: Jornais “A Tarde”, “Tribuna da Bahia” (datados dos anos 80) e trechos do livro “Rock Baiano por Ednilson Sacramento.
Fotos: Jornais "A Tarde"e "Tribuna da Bahia" datados de 1987 (todas gentilmente cedidas por membros da familia da banda)
Adaptação: Raphael Maiffre
Comunidade para fãs da banda (criada em 08/04/2010): http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=100479639

Banda: Elite Marginal

Gênero:  Rock Nacional, Rock n Roll

Origem:  Brasil (Salvador\Ba)

Formação:
Arthur (Vocal)
Maico (Guitarra)
Heverton (Baixo)
Luiz Marques (Bateria)

sábado, 6 de outubro de 2012

Coletânea: Rock Conexão Bahia (1989)

2 comentários:

"Os amantes todos estão na chuva e as minhas mãos estão atadas / Na tv só fantasmas e eles se espalham pela sala..."

Houve num passado recente de Salvador um tempo de sonhos, coragem, determinação. Garotos com pose de homem, cigarros pendendo no canto da boca e roupas escuras num calor de quase 30 graus.

Um tempo de belas melodias, guitarras carregadas de chorus, letras que te davam vontade de continuar vivendo e músicos sublimes. Noites quentes e vodkas geladas pelas esquinas do Rio Vermelho e Barra.

Uma certa inocência, uma vontade enorme de fazer tudo da melhor forma apesar dos instrumentos made in Brazil. Big hands nas paredes e os grafites de Miguel Cordeiro. Fanzines em xerox circulando de mão em mão, rock baiano tocando nas rádios, influenciado por The Jam, Smiths, Big Country, Gang of Four, num tempo sem MTV.

Por volta de 1989 um cara chamado Filipe Cavalieri registrou de forma cuidadosa parte dessa movimentação numa coletânea em vinil chamada Rock Conexão Bahia, num estúdio no bairro da Liberdade. A primeira do gênero por aqui. Bandas como Quíron, Utopia, Elite Marginal, Treblinka, Cravo Negro, Moisés Ramsés e os Hebreus e 14o Andar. Os primeiros passos de gente como Luisão, Artur Ribeiro, Alexandre, André Lissonger, Ordep, Hélio Rocha, Álvaro Lemos, Moisés Santana.

Não meu amigo, o rock underground baiano não nasceu com a urgência da Úteros em Fúria, nem com o Dead Billies, nem mesmo com o ótimo Cascadura. Se a cena local andou por caminhos tortos essa é uma outra história. Em Rock Conexão Bahia, que teve inclusive distribuição nacional da Continental, o rock baiano teve, provavelmente, a sua primeira grande chance de acontecer com um número expressivo de bandas.

Aos que não sabem exatamente porque alguns (eu, incluso) torcem o nariz para a maior parte da produção local nos dias que correm - apesar dos ProTools da vida, da liberação dos importados e da facilidade de informação - dar uma escutada nessa coletânea pode ajudar um pouco a não se contentar com o caldo ralo que os poseurs tentam nos empurrar goela abaixo. 

Bandas: Quíron, Utopia, Elite Marginal, Treblinka, Cravo Negro, Moisés Ramsés e os Hebreus e 14o Andar

Origem: Salvador\Bahia

Gênero: Rock n Roll

Álbum: Rock Conexão Bahia (Coletânea)

Ano: 1989

Tracks:
01.Quiron - Marginal indefeso
02.Utopia - Nosso tempo
03.Moisés Ramsés - Ninfomaria
04.Treblinka - Queda de Sodoma
05.Cravo Negro - Cenas de uma tela
06.Elite Marginal - Vinhos e Flores
07.14 Andar - A Porta está aberta



Elite Marginal - Vinhos e Flores
Letra:

Hoje a noite todos estão na chuva e minhas mãos estão atadas
Na TV só fantasmas e eles se espalham pela sala
Como eu queria poder acreditar em tudo que as pessoas me dizem
Seria bem mais fácil me calar e deixar os amantes na chuva

São tantas flores no jardim, que a gente até se esquece de cuidar de nossas flores
São tantas flores no jardim, que a gente até se esquece de cuidar de nossas flores
Que precisam de carinho

Mas um ônibus avança pela rua e o sol não aparece na avenida
Quem não quer destilar sua amargura? Ser feliz ao menos por um dia
Quem não quer saber a verdade? Quem não quer um amor sincero?

O teu sorriso sem crueldade poder falar sem estar culpado

São tantas flores no jardim, que a gente até se esquece de cuidar de nossas flores
São tantas flores no jardim, que a gente até se esquece de cuidar de nossas flores
Que precisam de carinho



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