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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Entrevista com a banda Pathfinder uma das atrações do Boqueirão Festival

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Continuando com as entrevistas que irei ta fazendo nestas semanais finais ate o dia 22 de junho segui a uma entrevista que acabei de fazer com o Nilmar, vocalista da PATHFINDER, banda de Heavy Metal de Feira de Santana/BA, que dia 22 de junho estará se apresentando no 9° BOQUEIRÃO FESTIVAL. Confira e saiba um pouco mais sobre eles…

1.         Começando esta entrevista queria saber da origem do nome Pathfinder. Foi inspirando em que? Alguma ligação com o filme ou o jogo Pathfinder?

. Não, a origem do nome vem da história de uma tribo norte americana que teve problemas com a invasão dos vikings, eles tinham um posto designado como pathfinder (que significa desbravador). Esse cara tinha a missão de desbravar territórios desconhecidos, abrindo caminho por meio do mato e do que houvesse na frente, encontrar um lugar onde sua  tribo pudesse passar um tempo em segurança (a tribo era nômade) e retornar pra guiara tribo até esse local

2.         Estes dias vi um jogo que tem o mesmo nome da banda e imaginei ser inspirado nele rsrsr… Vocês gostam de jogar e curtem filmes, livros e outras coisas ligadas ao mundo medieval?

Com toda certeza cara! A maior parte de nossas letras são inspiradas em temas épicos, guerreiros fictícios ou não, que levavam suas vidas literalmente ao fio da espada ou em  guerras medievais.

3.         A banda existe a mais ou menos 10 anos e ainda não gravaram uma demo, por que?

Tivemos muitas mudanças de formação, isso demanda tempo para encontrar uma pessoa que se encaixe no perfil da banda, aprenda nossas canções e esteja afiado o suficiente pra fazer uma gravação. Entendemos que gravar um álbum é uma coisa séria e tem que ser feito direito, pois a primeira imagem é a que fica.

4.         Sem duvida o tempo que tiveram parados deve ter sido um dos grandes motivos pra não terem gravado demos ainda ou ate mesmo um álbum. Quais motivos levaram a saída dos outros membros e como ta a formação atual?

Motivos dos mais diversos cara! Desde interesses incompatíveis até prioridades particulares que surgem a cada um de nós e que nenhuma banda está livre. Nossa formação atual está bastante estável, estamos além de gravando, compondo novas músicas, amadurecendo idéias antigas e temos um nível de amizade muito saudável dentro da banda!

5.         Com esta nova formação acredito que agora vai sair ou ta nos planos lançar uma obra não? Se sim nos fale como ta o processo para que isso venha a ser possível?

Estamos em fase final de gravação de nossa demo, serão quatro músicas que irão sair do “forno” direto para os ouvidos de vocês e estamos trabalhando novas composições. Pretendemos lançar um primeiro álbum o mais breve possível.

6.         Nas redes sociais vemos muita gente dizer que gosta de Rock/Metal, mais nos shows a realidade é outra. Qual a sua opinião sobre isso e o que dizer para esses que preferem ficar em casa atrás de um computador ao invés de ir aos shows, obter os materiais das bandas de sua preferência e ajudar o underground ser mais forte?

Acho que cada qual tem seus problemas financeiros, seus problemas de horário ou falta de interesse mesmo, mas acredito que não cabe a nós julgar. Eu acho que todos deveríamos nos unir em prol dessa causa. Juntos somos fortes o suficiente pra levantarmos o cenário do metal e carregar nossa bandeira. Devemos deixar de lado as velhas “panelinhas”, as velhas rixas e intrigas que sempre rolam em todo canto !

7.         Queria que você descrevesse pra galera como é um show da Pathfinder, para que se possa ter uma pequena idéia do que será a apresentação de vocês aqui?

Nós temos foco em nossas composições. Podem esperar uns covers, é claro, mas queremos divulgar nosso trabalho e estamos ansiosos pra derramar heavy metal nos ouvidos de vocês! Podem esperar por uma exibição de heavy metal com passagens para quem gosta de banguear , pra quem gosta de gladiar. Enfim vamos aí botar pra fuder!

8.         Como tiveram conhecimento do festival e o que podemos esperam da apresentação de vocês no Boqueirão Rock Metal Festival e o que acham deste evento aqui no agreste/sertão baiano?

Soubemos através de Elimar da Martyrdom, entramos em consenso de procurar pela produção de vocês, pois faltava uma banda para o cast e queríamos ser essa banda! Como já disse antes, o heavy metal reinará pleno entre nós na noite de 22 de Junho! Temos certeza que será uma noite memorável, com essa galera aí! Bela iniciativa, o cenário precisa disso mesmo! Mostrar que aqui no Nordeste a cena existe e apesar dos entraves nós estamos firmes e persistimos em nosso objetivo! Stay heavy Cícero Dantas  \m/

9.         Bom é isso por agora. Obrigado e aguardo vocês aqui na 9° edição do B.R.M.. Deixe suas palavras finais e mensagem ao publico.

Nós que agradecemos! Aguardamos ansiosamente este encontro com essa gelara metal aí em Cícero Dantas. Será com grande prazer que iremos cruzar esses 225 Km que nos separam e levar pra vocês o heavy metal da Pathfinder! Quem não curtiu o som da banda ainda pode acessar nossa página no facebook e assistir nosso ensaio pra ter uma idéia do que esperar de nós! Grande abraço!

Facebook: (Banda)




quinta-feira, 25 de abril de 2013

Entrevista com Badu Bessa 'batera' da Banda Agressivos !!

Um comentário:

Entrevista com Badu Bessa baterista da banda Agressivos sem sombra de dúvidas uma das melhores bandas de Hardcore de Salvador da atualidade. Além de Badu a banda ainda conta com: Juninho Amarelo na guitarra, Jadson no baixo e Wendel no vocal... A entrevista foi concedida a Guilherme Neto (Bahia Rock Machine).. Vamos lá..


Conte-nos um pouco sobre a história da Agressivos que já vem batalhando há mais de 12 anos!!
Badu -  12 anos não 14 indo pra 15 hehe acho que é isso, então: Rapaz a Agressivos quando eu conheci a banda e tal já estavam na fase de ensaios semanais e tal, mas eu no inicio só virei fã da banda eu e Wendel nos encontrávamos depois do horário do aula estudávamos próximo e quando tinha ensaio eu ia com ele quase sempre ai passei a acompanhar a banda, rapaz uma das coisas que marcaram nessa história de mim com a Agressivos foi no primeiro som em Cajazeiras, eu estava doente pra caralho com febre todo "fuckoff" mesmo assim não deixei de ir pro som foi marcante, além das coisas que aconteceram nesse mesmo dia lá no evento depois te conto o resto......
Como você definiria o hardcore na Bahia nos dias de hoje, existiu um tempo em que ele era melhor?
Badu -   Rapaz nos dias de hoje Hardcore aqui??? hahahaha Como já houve melhores tempos, bem melhores meu chapa!

Cite as principais influências do Agressivos.
Capa CD
Badu -  Na formação atual muita influência de som pesado cara misturado ao Hardcore tradicional que já conhecemos seja gringo ou nacional que curtimos muito e valorizamos muito as bandas nacionais principalmente as locais, no inicio várias bandas locais tiveram sua parcela de contribuição pra nossas influências, mas também escutamos Rap Nacional e bandas antigas vaaarias antigas mas é difícil falar sobre esse assunto porque somos 4 e cada um individualmente põe seu "tempero"nas nossas musicas.

Quem compõe e o que é mais abordado nas letras da banda?
Badu -  Cada um tem a liberdade de mostrar suas composições e por em pratica nos Estúdio se for algo interessante agente procura moldar ao longo dos ensaios (isso falando de um modo geral seja letras ou instrumental) mas atualmente nos da parte instrumental eu, Júnior e Jadson fazemos o que chamamos de "esqueleto" e depois Wendel vem com uma letra e encaixa nesse "esqueleto" e assim vamos indo, já sobre as letras vários temas são abordados isso depende muito do estado de espírito de quem esta escrevendo mais ultimamente abordamos muito sobre comportamento humano e suas atitudes diante das adversidades diárias .

Badu e Guilherme Neto PDR 2013
Em 2012 foi lançado um CD da Agressivos contendo 12 músicas autorais. Por sinal muito elogiado pelo público. O que esse registro representa para a Banda?
Badu -  São 10 musicas, esse registro pra banda representa um legado que deixamos na terra em que impera outros tipos de som, representa um tapa na cara dessa mídia, representa que subimos de nível, representa que nós representamos que sempre dizemos SSA-BA-CORE estamos aí representando! Sempre!

E a capa do Cd Badu? Agressividade pura nesse rosto postado na capa. Essa face aí é sua?
Badu -  Não mano, aí é o rosto de Wendel,é na verdade essa capa foi criada a anos atras é uma foto um pouco antiga ai Wendel mesmo fez a arte e tal e só foi lançado no ano passado,é nossa cara!

Como você analisa a participação da Agressivos no Palco do Rock 2013?
Badu -   Rapaz ...curti muito aquele show, acho que que fizemos uma apresentação a altura do evento, fizemos um bom show. As pessoas que estavam lá ,que curtiram o show conosco gostaram vieram depois do som nos cumprimentar, compraram cds, tiraram fotos bebeream junto com agente,tivemos uma participação muito positiva nesse evento,como sempre com muita energia!

Quais os próximos planos para a Agressicos Core?
Badu -   Temos aí alguns planos pra 2013 queremos fazer um novo videoclip, já gravamos algumas musicas novas já até apresentamos essas musicas novas nos shows,e assim estamos ao mesmo tempo fazendo som e divulgando nosso disco, mas vamos organizar algumas coisas legais pra galera podem esperar...

Wandel, Badu, Junior e Jadson
Dia 15 de Junho vai rolar no The Other Place um som da Agressivos juntamente com as bandas Blessed in Fire, Metropolis e a Cruzadas. O que o pessoal pode esperar pra esse som? Já que a Agressivos é hardcore diferenciando-se das demais bandas que fazem um som mais voltado pro metal ?
Badu -  No ano passado fizemos esse mesmo evento " Birthday in Hell " que é comemoração do aniversario de "Júlio Nicury" (vocalista da Metropolis) e foi na cidade baixa, foi do caralho o evento,coisa bem simples mas intensa. Esperamos que esta seja uma festa igual ou melhor que a do ano passado nos conhecemos as outras bandas e não temos essas besteiras de tocar com bandas de "metal" no mesmo show já que temos essas influências também inseridas em nossas músicas. Enfim, quem estiver presente no evento pode esperar muita cerveja muito som e muita energia.
Agressivos For Life !!

Badu, Valeu cara, brigadão pela entrevista você sabe que o Bahia Rock Machine sempre foi parceiro da "AGRESSIVOS" e dia 15 de Junho(sábado) agente se bate no The Other Place pra mandar ver nesse som!!! O espaço tá aberto pra suas considerações finais...
Badu -  VLW vocês cara que estão sempre junto conosco, estão dando uma força a cena fazendo divulgações no site mostrando lá no site que aqui não é só o que pensam lá fora, que só tem acarajé praia axé e pagode. Nada contra aos outros estilos musicais mas representamos também com nosso Rock original de qualidade e feito na Bahia. Agradecendo a essa galera que nos acompanha diariamente nossas postagens em nossas páginas de redes sociais, e também a nossa casa, nosso templo de meditação o ITAL STUDIOS, que temos essa parceria que dá certo a alguns anos a vocês do BAHIA ROCK MACHINE ,a GUILHERME NETO parceirão que tive a oportunidade de conhecer no Palco do Rock . Valeu Mesmo !!!

Saiba mais sobre a agressivos em:

www.agressivoshc.multiply.com
www.purevolume.com/agressivoshc
www.myspace.com/agressivos
http://agressivos.tnb.art.br/

http://www.facebook.com/agressivos.core?fref=ts
http://www.facebook.com/pages/Agressivos/157680330953586?fref=ts
http://www.facebook.com/groups/117579558342874/?fref=ts

terça-feira, 26 de março de 2013

Entrevista com o Bluesman Álvaro Assmar na Rádio Educadora Fm

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Márcia, Álvaro e Marcos !!!
Hoje, tive o prazer de conceder uma entrevista aos amigos Marcos Castelhano e Márcia Moreira, no programa Multicultura Educadora, sobre os 35 anos da Rádio Educadora Fm 107,5 Mhz, os 10 anos do programa Educadora Blues, que produzo e apresento desde 02 de abril 2003 e dos novos conteúdos da TVE Canal 2 Bahia, dentre eles o Jazz na Madrugada, abordando o projeto Jam no MAM. Mais uma vez obrigado à todos que tornaram isso possível e parabéns à toda equipe da Rádio Educadora FM. Aproveito para postar um pequeno registro fotográfico e a entrevista em áudio concedida ao Multicultura Educadora. 


quarta-feira, 20 de março de 2013

Entrevista com Klaus Morteiro vocal da Horda de Black Metal "Templo Obscuro"

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Klaus Morteiro: Vocal\Guitarra da Horda "Templo Obscuro"
A entrevista de hoje é com Klaus Morteiro (Guitarra\Vocal) fundador da Horda de "Metal Negro" "Templo Obscuro" formada em 1997 na cidade de  Itabuna Bahia. Além de Klaus a Horda é formada por Lorde Profanador(Bateria) e  Leidy Dark (Baixo). A entrevista foi concedida a Guilherme Neto (Bahia Rock Machine) onde foram abordados diversos temas onde veremos a seguir:


Após 16 anos de banda, qual a avaliação que faz da trajetória da Templo Obscuro?
K.Morteiro:   Após estes anos aprendemos e melhoramos os ideias e musicalmente também sabemos que existem obstáculos que jamais imaginávamos mais tudo isso foi superado e se fosse para passar por tudo isso voltaria a fazer só pelo resultado que agora percebo que o Negro Underground nunca vai se extinguir sempre haverá pessoa com almas negras como minha lutando por seus ideias negros acho que avalio isso muito bom em minha trajetória me ensinou muito ..

É difícil manter uma formação estável tocando Black Metal, ainda mais no Brasil mais propriamente no interior da Bahia?
K.Morteiro:   Sim quase impossível  musicalmente sofrido por falta de músicos neste conceito porque Black Metal não é algo acessível a qualquer um, muitos tentam mas morrem antes de fazer algo. Hoje ainda sofremos por falta de músicos principalmente no interior mas sempre será assim underground menos comercial e raro quando surge alguém porque é verdadeiro com seus conceitos musicais...

Klaus & L.Dark 
Pelo fato de você e a baixista Leidy Dark serem casados, em que isso pode ajudar ou atrapalhar a banda?
K.Morteiro:   Isso é complicado na verdade, mas tratando de um som infernal e underground tudo fica acessível ela me apoia muito e facilita nossa convivência musicalmente e como pessoas também acho isso muito importante


Quais são as suas principais influências?
K.Morteiro:   Isso ai é foda responder hehehe... Mas vamos  das antigas  (Celtic Frost , To The Megatherion) ( Dark Throne - álbuns antigos)  (Blasphamy , Gods of War, ). Agora bandas nacionais (Ocultan ),  (Murder Rape) , Sepultura os 2 primeiros álbuns (Bestial Devastation) ( Morbid Vision), Sarcófago (Inri, Rotting, The Laws of Scourse), muitos mais dos anos 80 a 90 época boa verdadeira era de metal....

Capa: Devastação Reino do Terror (2013)
Vocês já haviam lançado algumas trabalho anteriormente, mas nesse ano de 2013 estão soltando o CD " Templo Obscuro : Devastação Reino do Terror ". Como foi a gravação desse disco, ficaram satisfeitos com o resultado?
K.Morteiro:   Sim, mais sempre no underground este aqui abrimos mão pra demonstrar nosso ódio e desprezo é nosso melhor trabalho! Com relação a gravação não fica a deseja esta como gostaríamos ..

Quem são os verdadeiros "inimigos" da Horda ?
K.Morteiro:   Aqueles que manipulam o Metal Negro , covardes que falam por traz e uns que nunca conseguiram fazer nada na cena Underground porque é um verme inútil sem talento somos odiosos nosso som é nossa prova disso aos inimigos só há o esquecimento !!

Quem compõe e o que mais é abordado nas letras?
K.Morteiro:   Eu Morteiro que componho todas as músicas desde época da banda e as letras voltada ao anticristianismo e idolatria doentio dessa gente de merda  devotos que anseiam a tal glória. São uns vermes desprezíveis que matou, roubou antigas culturas e usam na sua porca idolatria. Sangue de gerações  foi derramado por estes vermes mas o dia chagara e vamos vingar nosso ódio... 


Porque optar por cantar em português?
K.Morteiro:   Porque acho que se Intitula Metal Negro deve ser em Português porque  em inglês  esta fora do titulado Metal Negro !!

Como você vê o cenário baiano (Metal Negro) neste momento? Está melhor ou piorou com relação à época que iniciou na música?
K.Morteiro:   Acho que anda no vermelho aqui poucas Hordas se dedicam ao Metal Negro, quando dedicam somem antes de gravar algo mas espero que isso um dia mude e deem mais vapor a cena Metal Negro Nacional...

Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho da Horda "Templo Obscuro" e para aqueles que gostariam de conhecer melhor seu som e apostam no Metal Negro Nacional.
K.Morteiro:   Que deem mais valor as Hordas do Brasil que dediquem ao Metal Extremo Nacional e divulguem cada trabalho das Hordas, porque quando nos unimos tudo fica mais fácil e reconhecimento futuro ainda melhor. Ficar no underground sempre mas entre aqueles que admiram e vive o metal deve ser aberto o entendimento quando damos força a algo que acreditamos podemos fazer o impossível acontecer e isso que quero que nosso Metal Nacional seja cada dia mais forte e respeitados. Saudações a todos uma grande ao Irmaãos Guilherme por este espaço!! Parabéns e perseverança ao Metal Nacional.

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Contato:
temploobscuro@hotmail.com
*Obs: Interessados em adiquiri o CD (Devastação Reino do Terror 2013) entrar em contato com Klaus Morteiro ou enviar email para ( temploobscuro@hotmail.com ) valor de R$ 10,00 já com frete incluso.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Entrevista com Alan Magalhães baterista da banda Metalwar

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A entrevista de hoje é com Alan Magalhães (Baterista) fundador da banda de Heavy Power Metal "Metalwar" formada na cidade de Feira de Santana no ano de 2004. A entrevista foi concedida a Guilherme Neto onde foram abordado assuntos sobre o próprio 'batera', participação no PDR 2013,  sobre o evento do Grito Rock em Feira com participação da Krisiun e sobre o futuro do Metal Baiano..



Com que idade você começou a tocar bateria?
Alan - Salve grande Guilherme, antes gostaria de agradecer pela entrevista e consideração que você tem pela METALWAR; 
Bem, eu comecei os primeiros passos com 20 anos, e com esse tempo todo, ainda não aprendi a tocar, faço apenas o básico e o velho feijão com arroz, rsrs; e devido ao pouco tempo nessa correria do dia a dia ( trabalho, faculdade, etc ), tem se tornado cada vez menor o tempo para poder treinar e aprender coisa novas.

Você se lembra o motivo pelo qual escolheu este instrumento? 
Alan - Cara, motivo em especial não tenho lembrança; mas sei que desde cedo foi o instrumento que mais me identifiquei; e olha que quando comecei com idéia de banda nas primeiras “brincadeiras”, os amigos da época queriam que tocasse baixo, mas foi algo que não deu muito certo e de lá pra cá sempre estive a frente desse instrumento.

Quais são as suas maiores influências na música?
Alan - Eu nunca fui muito de ficar pesquisando um batera em si, mas lembro de fazes em que eu achava determinado batera com técnicas interessantes. O primeiro ao qual eu tive alguma influencia foi BILL WARD ( BLACK SABBATH ), Quando conheci o DREAM THEATER, num primeiro momento vi que era um batera muito técnico, mais como não era o tipo de som que eu procurava, não dei atenção, porem quando toquei na MARTYDOM um dos álbuns do DREAM (Falling Into Infinity) me influenciou muito para tocar som extremo. O último batera que me influenciou mesmo com rapidez, técnica e agressividade foi  Doc – Krzystof Raczowski ( VADER ) e depois de ver o cara tocando ao vivo, onde pude vê-lo em cima do palco, puts eu me sentir um ótimo sanfoneiro, rsrsrsrss


Conte-nos um pouco sobre a história da Metalwar?
Alan - A METALWAR surgiu da minha necessidade de tocar o estilo que eu mais gostava, pois eu vinha de duas bandas de extremo, já que na época a maioria queria montar banda de extremo. Porem eu queria montar uma banda de Heavy com algumas pitadas extremas, e ai em 2004 conseguir juntar alguns amigos que também gostaram da minha proposta, e com um detalhe que sempre bati na banda e até hoje carregamos conosco, o NO KEYSBOARD, NO BALLADS, rsrs. O caminho até o primeiro CD-DEMO foi árduo, mas conseguimos lançar um material com uma ótima qualidade por se tratar de um primeiro registro que acabou sendo o nosso cartão de visita; tivemos outras mudanças de formação também até chegar a gravação do nosso primeiro EP, que com a gravação do nosso primeiro clipe também deu uma atrasada no material já que queira lançar junto com o EP, mas no final deu tudo certo; e atualmente estamos com um formação mais sólida e montando material novo para o nosso próximo EP, ta aí um resumo da banda.

Quem compõe e quais os temas mais abordados nas letras?
Alan - As letras atualmente são compostas pelo vocalista, mas no inicio eram dele e do antigo guitarrista. Em relação às composições, são feitas pelo guitarrista que vem com as idéias, nós sentamos em conjunto e analisamos o que é ou não identidade da METALWAR, e sempre que percebo a possibilidade de entrar um arranjo mais extremo, eu vou e palpito.

Palco do Rock 2013 uma análise da participação da Metalwar...
Alan - Foi a segunda vez que tentamos participação no festival, e inicialmente não esperávamos ser classificados; estávamos despreocupados quanto a isso, e quando saiu o resultado com o nosso nome, ficamos contentes e passei a articular para registrar esse momento da banda, o qual estou vendo como vamos lançar esse material que foi gravado lá. O palco do rock foi um evento muito importante p banda, pois nos deu uma maior visibilidade, e pôde mostrar para nós, como esta a nossa receptividade para um público muito diferenciado, já que lá temos pessoas que curtem desse o punk e rock’n’roll ao metal extremo. Tivemos boas críticas e um resultado bastante satisfatório, e veremos se não que vem poderemos estar mais uma vez tocando no festival. 

No Evento do Grito Rock em Feira, houve muita ansiedade para abrir o show da Krisiun? O  público curtiu muito o show?
Alan - Sim, com certeza, estávamos ansiosos para abrir o show de uma banda com renome internacional, mas ocorreu o contrário, eles acabaram abrindo o nosso show, rsrrsr. E infelizmente fomos à última banda, e a galera que segurou até o final, curtiu e gradeou muito lá no nosso som. Quero aproveitar a deixa, e agradecer ao Daniel Lord que soube entender a nossa posição, pois no mesmo dia iríamos tocar em Valente no evento dele, e diante do convite para abrimos o show do Krisiun, conversamos e ele entendeu nossa posição, já que sempre somos claros perante a banda e organizadores de show.

Algum trabalho novo a ser lançado nesse ano de 2013?
Alan - Esse ano estamos ai já compondo material novo para lançar mais um EP; um novo clipe também de um das músicas novas e estamos analisando como lançaremos o material que foi filmado  no palco do Rock

Como você ver a cena Underground na Bahia hoje?
Alan - Confusa, pois temos muitos que falam de underground na teoria, e na prática nada. Os shows que acontecem em toda Bahia sempre dão prejuízo pra quem organiza; os que criticam, não organizam nada e não fazem nada para mudar a cena. Temos amigos que sabemos que curtem som, e quando o show acontece, esses mesmos amigos não comparecem. Os radicais falam de valorizar as bandas locais, mas tem pena de pagar R$ 15,00 para pegar um show do que dizem que curtem; bandas que procuram richa uma com a outra, não ajudam, e procuram competição entre si, sendo que todas estão no mesmo barco. Com relação a shows maiores, ultimamente vendo acontecendo com certa ascensão, o que é bom, pois podemos pegar show de bandas que nunca pensaríamos em ver; e é ai também que analisamos o outro lado dos que conseguem pagar um ingresso mais caro de até R$ 100,00 sem reclamar, e ao mesmo tempo reclamam de show onde o valor é entre R$ 10,00 e R$ 15,00. E pra finalizar esse tópico, é muito triste ver alguns organizadores que querem fazer show de qualquer jeito sem nenhuma preocupação com as partes envolvidas ( banda, estrutura e público), e os que querem fazer Festivais com muitas bandas, sem querer ao mínimo pagar a passagem pra banda ir tocar e querendo que a mesma vá tocar de graça, fazer show assim é muito cômodo e fácil. Atualmente estou com uma visão pessimista do undergroud e sei que isso não ira mudar e sim piorar.

Valew Alan, muito obrigado pela entrevista!! O espaço tá aberto pra suas considerações finais..
Alan - Quero agradece a vc grande Guilherme pela oportunidade em me entrevistar e poder expor um pouco do meu ponto de vista de falar da MEATLWAR. Agradecer também a galera que nos acompanha em todo esse tempo, e que está sempre presente em nossos shows; agradecer ao pessoal do FEIRA COLETIVO que tem dado um apoio a METALWAR nesses últimos tempo e a você grande irmão da cena que vem desenvolvendo um ótimo trabalho divulgando a cena na Bahia e divulgando todas independente de estilo e gosto musical, e como sempre dizemos no inicio dos shows: “... A METALWAR SE FAZ PRESENTE ....”  Hail!!!!
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quarta-feira, 13 de março de 2013

Entrevista com Egberto Insano vocal da banda Cidadão Dissidente !!

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Entrevista com Egberto Insano  vocal da banda Cidadão Dissidente (Punk\Pós Punk) formada em Feira de Santana a mais de 6 anos. A entrevista foi concedida a Guilherme Neto (Bahia Rock Machine) onde saberemos um pouco da trajetória da banda, planos futuros e o que pensa o Grande Egberto Insano. Em primeiro lugar quero agradecer ao próprio por aceitar o convite !! Vamos lá...


Quando você começou a se interessar por música e quais foram suas principais influências?
Egberto Insano: Cara !! , por música me interesso desde criança mesmo , tipo , cresci ouvindo muita coisa , desde MPB até o bom e velho Rock N Roll , tipo , com o passar do tempo meu gosto foi sendo bem mais puxado , instigado para o lado do Rock N Roll , mais até hoje ouço de tudo desde que tenha qualidade no meu ponto de vista ... Ex : Baladas internacionais 80 , Rock N Roll 50 , Punk 77 , Rock nacional 80 e por aí vai ...

Conte-nos um pouco sobre a Cidadão Dissidente como sugriu a idéia de montar a banda?
Egberto Insano: Velho , desde o meu início de adolescência que sempre gostei de escrever , expor as minhas diferentes opiniões sobre diversos assuntos , com o passar do tempo , fui  amadurecendo a idéia de montar uma banda de Rock N Roll , para com isso poder expor as minhas opiniões e tal ... No meio desse caminho aí , cheguei a fazer parte de umas outras bandas , mais nada sério , nada meu mesmo ... Bom !!! , Em Outubro de 2006 resolvi da a cara pra bater e montei a Cidadão Dissidente , e tipo , há quase 07 anos estamos aí fazendo o nosso barulho.

Algum projeto paralelo com a C.D. ou você ainda não pensou nessa possibilidade?
Egberto Insano: -Bom , até já pensei na idéia , mais colocar em pratica mesmo nunca coloquei não , até mesmo por que dentro da Cidadão Dissidente , basicamente o nosso som me da liberdade para trazer novas ideias para dentro do nosso trabalho.

Muitas bandas não gostam de se rotular em um único estilo por acharem que isso as limitaria ou coisa do tipo. A Cidadão Dissidente se define em algum estilo?
Egberto Insano: Desde o começo do nosso trabalho , sempre tivemos uma forte influência do Punk Rock , coisa que não abrimos mão até hoje , porém , costumo dizer que nosso som é um Rock N Roll com influências do Punk Rock 77 , talvez um pouco de Hard Rock , muita influência do pré punk também ... Tipo , resumindo , somos uma banda de Rock , Old Rock .. rsrsr

Com relação a bandas covers, muitos acham que bandas covers têm tomado o espaço das autorais o que vocês acha sobre isso?
Egberto Insano: Velho , bandas de covers são legais , é sempre bom você ouvir um bom cover vez ou outra , mais o cara ficar limitado nisso aí é o mesmo q o cara se sentir feliz gozando com o pau dos outros ... Acho que o ato de montar uma banda , é algo bem religioso , você não faz isso por acaso , você não deve fazer isso por "vibe" ou por modismo , ou pra ganhar status ... Você deve montar uma banda , para expor as suas idéias ... E tipo , banda cover nada mais nada menos que reproduz as idéias de outros ... Cada qual na sua , mais prefiro o meu trabalho autoral mesmo . E tipo , cabe ao público assimilar isso ... rsrrsrs ... Já cansei de ouvir gente falando : Tal banda é melhor que aquela outra , porquê tal banda faz cover de Nirvana e a outra toca apenas músicas próprias ... AÍ É FODA !!! .. rsrsrrs .. As pessoas devem aprender a começar usar o cérebro na hora de fazer julgamentos sobre os diferentes trabalhos musicais ... Cover é bom , mais autoral , no mínimo , merece bem mais atenção que cover ... Daí sim !!! , observando o autoral , você pode julgar se tal banda é boa mesmo ou não.

Vocês tocaram no festival Palco do Rock desse ano. Qual a importância para uma banda como a C.D. tocar nesse festival ?
Egberto Insano: Cara , a visibilidade que a banda recebe é impressionante , muita , muita gente mesmo observando você tocar , na hora que começamos a tocar , o local foi enchendo , da nossa 3º música pra frente , o lugar tava lotadão ,  e é nessa hora que você consegue encontrar uma certa forma de medir se seu trabalho musical é legal ou não , se tem fundamento ou não ... No nosso caso , gostei muito , muita gente curtindo o nosso trabalho autoral durante a nossa apresentação ... Tipo , em nosso repertório , tocamos 8 músicas nossas e mais uns 3 covers , lógico que nos covers por serem músicas conhecidas , a animação da galera foi bem maior , porém , durante o nosso autoral , a receptividade da galera também foi muito foda , gente que não conhecia as nossas músicas , pulando , se esbagaçando lá embaixo com nosso som , e isso sim , é muito motivo de orgulho para mim.

Cidadão D.. No Palco do Rock 2013
Quais as espectativas para esse ano de 2013? Disco novo, Clip.. O que os fãs podem esperar?
Egberto Insano: Agora em 2013 estamos no planejamento da gravação de um clip , estamos ainda na divulgação do nosso CD lançado em 2012 , e que agora também está sendo lançado virtualmente pela Brechó Discos ... Estamos com uns planejamentos mais sérios agora para o segundo semestre , fazendo planejamentos bem mais profissionais e analisando convites para  apresentações dentro e fora do nosso estado...

Você acredita que o underground está ultrapassando barreiras devido a força da internet?
Egberto Insano: Velho , nem tanto , tipo , em termos de visibilidade e divulgação , o underground encontrou na internet uma ótima parceira . As bandas encontram bem mais espaços para a divulgação do seus trabalhos. Porém , em relação ao público , vejo um certo comodismo . Tipo , como na internet o público encontra tudo , mais perto , nas mãos , uma boa parcela do público meio que tem se afastado dos eventos realmente ligados a banda independentes undergrounds . Sei lá !! , tipo , atualmente o underground está sendo mais usado como tendência , moda e etc do que vivido diariamente pelo público que dele diz fazer parte. Vejo também muitos eventos nada ligados ao underground , usar o underground como uma espécie de marca , logotipo mesmo para atrair esse público que ta bem mais ligado as tendências de modas underground , do que ao que o undergroud realmente é ... O Underground é local para você poder mostrar seu trabalho independente sério , mostrar suas idéias e ideais , e não para a prática do elitismo por parte de alguns que por não encontrarem espaço na elite maioria , exploram o underground para buscar a sua sobrevivência financeira.

Capa Cd lançado em 2012
Como você vê o cenário underground baiano nos dias de hoje?
Egberto Insano: É basicamente isso que falei acima ...Não posso falar sobre a Bahia toda , mais posso falar sobre o que vejo a minha volta . O que infelizmente vejo no underground próximo a mim atualmente , devido ao fato de ter passado tantos anos desorientando , o underground foi facilmente dominado por uma faixa de pessoas que sempre tentaram fazer parte de uma certa elite pop e nunca tiveram capacidade , aí hoje sobrevivem financeiramente vendendo ilusões as custas da boa fé de pessoas que realmente acreditam que estão ajudando ao movimento underground desenvolver ... rsrsrrs .... Funciona tal quase que como o Telexfree do Rock .. uhauha .. O bom e velho golpe da piramide ... rsrrsrs .. Quem ta encima , ta encima , quem ta embaixo sustenta a quem ta encima a continuar no topo.

Muito obrigado pela  participação Egberto, deixe um recado pra galera que acompanha o Blog.
Egberto Insano: Bom , agradeço pela oportunidade de poder expor minhas ideias , pensamentos e realidades que vejo a minha volta .. Muito obrigado mesmo pelo espaço , é sempre bom encontrarmos espaços como esse vivos onde podemos divulgar nossa música , e nos expormos para que a galera conheça mais sobre nós e sobre o nosso trabalho.

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terça-feira, 5 de março de 2013

Rattle: Músicos falam sobre participação no 19º Palco do Rock

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A banda de Thrash Death Metal baiana RATTLE se apresentou no dia 12 de fevereiro de 2013, pela segunda vez, no já tradicional Palco do Rock, evento que ocorre todo ano em Salvador, Bahia, durante o Carnaval, e que completou 19 edições este ano. A banda se encontra prestes a entrar no estúdio Revolusom para gravar seu full lenght, a ser lançado pela Shinigami Records. O guitarrista Henrique Coqueiro, o baixista Daniel Iannini e o baterista Luciano Silva falaram sobre a participação no evento e planos para o futuro.

1 - Qual foi a expectativa da banda, prestes a tocar na 19ª edição do Palco do Rock?
Luciano Silva: Expectativas são sempre boas. Em se tratando de um evento desse porte, a euforia e o senso de responsabilidade naturalmente elevam qualquer expectativa!

Daniel Iannini: Se apresentar num evento como o Palco do Rock, gera bastante expectativa. Esperávamos um ótimo evento, e foi o que aconteceu.

Henrique Coqueiro: Com certeza a expectativa era de poder mostrar todo o potencial da banda, tanto em termos de performance, quanto tecnicamente. Tínhamos em mente que deveríamos deixar tudo que tínhamos no palco, que cada integrante deveria dar o máximo de si, pois se trata de um evento importante, e, portanto uma oportunidade ímpar de mostrar nosso trabalho. Esperávamos também poder fazer chegar ao maior número possível de ouvidos as nossas novas composições.

2 – Qual o sentimento ao subir no palco? O que acharam do evento e da performance da banda?
Luciano Silva: Assim como a resposta acima, o senso de responsabilidade sempre esta presente. O evento em si é de extrema importância, sobretudo para bandas que levam a sério o que fazem, mostram resultados de muito bom gosto e dão mais atenção a trabalhos autorais.
A banda fez um show matador. Tudo de acordo com o que fora programado!


Henrique Coqueiro: Ao subir no palco com certeza o sentimento era uma mistura de ansiedade e de vontade de fazer o melhor possível para quem foi nos prestigiar. No fim das contas saímos muito satisfeitos com o evento, de forma que tudo ocorreu da melhor forma possível por parte da organização do evento, em termos de estrutura e condições para desenvolvermos nossa música. No que concerne a performance da banda, consideramos que esta foi uma de nossas melhores apresentações, levando em consideração a parte de performance com a parte técnica. Isso nos deixou ainda mais felizes, pois demonstrou que todos se prepararam como deviam e encararam essa oportunidade com muita disposição e responsabilidade, consolidando ainda mais a boa fase com a formação atual. Acho que estamos no caminho certo!


Daniel Iannini: Sabemos a responsabilidade que é fazer um show desses, por isso já estávamos preparados e bastante entrosados. O evento reuniu um excelente público, junto com uma ótima estrutura, não poderíamos deixar passar, fizemos um show com bastante energia!

3 – Qual a importância de tocar no evento para a RATTLE?
Luciano Silva: Eventos dessa proporção, como o Palco do Rock são sempre muito importantes. Divulgam o trabalho das bandas, mostram ao público novas possibilidades de diversão e música ( Rock, Metal e derivados), num estado onde o carnaval e a sua música típica reinam.

Daniel Iannini: Nós focamos nas músicas próprias, e o evento divulga bastante as músicas autorais, tem estrutura, público.
É bastante gratificante ver que o evento dá essa oportunidade as bandas.

Henrique Coqueiro: De fato foi muito importante pelo fato de poder tocar em um evento renomado, que acaba somando no currículo da banda. Além do mais, é um evento que conta com uma estrutura não muito comum de encontrarmos no circuito underground do qual fazemos parte, o que motiva qualquer músico a apresentar sua música, pois o equipamento vai ter a capacidade de refletir aquilo que é exatamente sua composição. E óbvio que é um evento que conta com um público maior, então é uma oportunidade muito boa de divulgar seu trabalho para quem ainda não conhece, uma vez que ali estão pessoas de outras cidades, estados e até países.

4 - Quais os planos imediatos da banda? O que o público pode esperar?
Luciano Silva: A RATTLE esta entrando em estúdio para dar inicio as gravações do seu primeiro cd oficial que sera lançado pelo selo paulista Shinigami Records.
Ha algumas datas a serem confirmadas e cumpridas em eventos no interior e na capital ( Salvador ).
O público vai poder conferir os resultados muito em breve!

Daniel Iannini: No momento estamos focando no nosso primeiro cd. Iniciaremos as gravações do cd que será lançado pela Shinigami records.
Com toda certeza vamos fazer um material excelente, dando atenção em todos os detalhes, desde o encarte até, claro as músicas.

Henrique Coqueiro: Agora é o momento de focar nas gravações de nosso debut! Todas as nossas energias serão agora voltadas para este processo, pois sabemos do tamanho de nossa responsabilidade, uma vez que esse material terá uma boa divulgação por conta de nossa parceria com um selo nacional renomado, o da Shinighami Records.Já está tudo engatilhado e as gravações iniciarão na metade do mês de Março. Todos poderão esperar o som característico da RATTLE, com muita energia, velocidade aliada à uma dose de técnica. Podem se certificar que esse material saíra com muita alma, pois representa muito mais do que um full lenght, é, antes de tudo, a realização de um sonho.


Thrash Death Metal

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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Entrevista com Igor Andrade Guitarrista da Peito de Planta

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Entrevista com Igor Andrade guitarrista da banda Instrumental Peito de Planta formada em Salvador em 2009, a Peito de Planta transformou-se em um grupo de música instrumental, mesclando temas de rock psicodélico, funk, reggae, blues e até mesmo brega. A banda é formada por Igor Andrade (guitarra) e Matheus Spiller (bateria), Bruno Veronez (baixo) e Enzo Marques (bongô). A entrevista foi concedida a Zé Felipe de Sá (Guitarrista da Hessel e colaborador do Bahia Rock Machine) Vamos lá !!

Pergunta de praxe: por quê "Peito de Planta"?

Igor Andrade_Não possui uma lógica na criação desse nome. Eu e Matheus (baterista) bebíamos em uma barraquinha e através de uma brincadeira com a fonética surgiu esse nome. Mas também podemos imaginar algo como belos seios da natureza que amamentam o planeta Terra em meio a um turbilhão destruindo tudo.

2.     Conte um pouco sobre o passado musical dos integrantes da Peito de Planta.

Igor Andrade_Eu já toquei em algumas bandas do “novo metal" que surgia lá pros meados de 2000 (com muito atraso) e que sofria muito preconceito, sendo que nos dias atuais elas (exemplos como Fear Factory, Machine Head, etc) se enquadram nas melhores bandas de metal do mundo. Toquei na Terminal (que durou pouquíssimo tempo) e a C.O.D.E (Conditions On Destruction Empite) que para mim foi a melhor banda que pude formar e tocar.
Matheus Spiller já foi guitarrista e vocalista da banda Cartase, que por sinal era muito boa, na cena alternativa de Salvador.
Bruno Veronez, quando morava em São Paulo em sua adolescência perdida, teve uma banda de rock com amigos. Depois de muitos anos tocou por um tempo como baixista em uma banda cover do Black Sabbath em Salvador, a Jaqueta de Dama.
Enzo Marques nunca tocou nenhum instrumento musical. É fanático por The Doors e Raul Seixas, engenheiro e professor. Sempre foi nosso amigo e caiu como uma luva na percussão da Peito de Planta.

3. Vocês tem uma currículo bem variado em relação à shows: já tocaram na rua (Largo de Santana, vulgo Dinha); restaurantes no Rio Vermelho; bares na Pituba e em eventos estudantis no campus da UFBA. É importante essa atitude pé-no-chão em relação à shows?

Igor Andrade_Olha, na realidade buscávamos tocar em qualquer lugar que tivesse como ligar os amplificadores e por a bateria, já que não temos vocalista, fica muito mais fácil se entranhar em certos locais. O primeiro show da Peito foi na reabertura da Casa da Música na Lagoa do Abaeté e foi fantástico! Na época era apenas guitarra e bateria, metemos um projetor com o filme Cães de aluguel e tocamos. Mas nunca fizemos de qualquer jeito, “na tora”, pois o público tem que pelo menos escutar a proposta da banda.
Nossa idéia é simplesmente fazer música que proporcione alguma diversão, tanto nossa quanto do público.

4. Vocês fizeram parte da primeira noite instrumental na história do Festival Big Bands, em 2011. Como foi a repercussão desse evento pra vocês?

Igor Andrade_Foi péssima. Na época Matheus (baterista) estava com o braço fraturado, decidimos tocar mesmo assim com um amigo na bateria. Poucos ensaios, falta de ajuste no som e alguns problemas técnicos deixaram a nossa apresentação perdida. Foi um apena pois é um festival de grande respeito que sempre desejamos participar. Fica para a próxima.

5. Uma coisa que distingue a discografia da Peito de Planta de 99% das bandas baianas é esse lançamento constante de EPs com as suas jams. De onde saiu essa ideia?

Igor Andrade_Saíram simplesmente da idéia de não funcionar como uma espécie de segundo trabalho em nossas vidas. Passamos a não mais construir introduções, partes, refrões. Começamos a perceber que o intuitivo musical era algo muito mais prazeroso nos ensaios e nos shows. Começamos a registrar de qualquer forma e lançar. É como uma espécie de volta aos tempos onde a tecnologia não era fácil de se obter, tão pouco pagar uma gravação, ter bons instrumentos, dentre outras tantas facilidades dos tempo atuais. Não possuímos nenhum estudo musical amplo, apenas o básico e autodidata, criamos uns pedaços e saímos tocando.
Mas agora em 2013, vem muita coisa nova por aí, é só esperar a maré baixar aiuhaiuahaiua!

6. Vocês fizeram um clipe para a música "Joule" num esquema "simples mas eficiente". Como foi a produção desse clipe?

Igor Andrade_Fernando Araújo era conhecido de Bruno (baixista) e se interessou em gravar algo nosso no estúdio e pronto. Mas na realidade, ainda pretendo desenvolver diversos vídeos experimentais embalados pelo nosso som.

7. Você tem vários projetos musicais paralelos, não?

Igor Andrade_Hoje em dia não mais. Não tenho tempo por agora mas devo retomar as produções da banda FLOR a qual participo com Matheus na bateria também.

8. Além do som semi-improvisado da banda, uma outra característica marcante da Peito de Planta é essa irreverência escrota de vocês.

Igor Andrade_A gente é assim simples mesmo. A banda é formada por amigos das antigas e não nos preocupamos com nenhum estética visual. Acordamos e do mesmo jeito vamos aos ensaios, aos shows e por aí vai.

9. Atualmente você agora está morando em São Paulo. Como ficou a Peito de Planta nessa história?

Igor Andrade_A banda deu um tempo no melhor momento. Infelizmente minha vida de designer gráfico não estava rendendo muito financeiramente em Salvador. Recebi um convite e acabei vindo morar e trabalhar em São Paulo. Estou me estruturando mais e pretendo passar mais em Salvador, ensaiar e gravar algo com os caras da banda. Comprei alguns apetrechos tecnológicos que irão facilitar muito as nossas vidas. Pensei em algo virtual, eu gravo aqui e mando pra aí e vice versa, mas nossas vidas não permitem isso e temos outros objetivos de vida. A Peito de Planta sempre será a nossa maior diversão e a nossa maior amizade.

10. Mande o seu recado pros leitores do Bahia Rock Machine.

Igor Andrade_Não vendam seus instrumentos, não parem de tocar mesmo que de vez enquando. A maior derrota que vejo é um monte de gente velha se lamentando ou vivendo dos prazeres do passado.

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

TME entrevista: Juninho Falcão (Agressivos)

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No ano de 1997 quatro amigos resolveram se juntar para formar uma banda com intuito de fazer um som simples e direto, pesado e AGRESSIVO. Após um ano de ensaio e aprimoramentos, em 1998, a banda faz seu primeiro show no bairro de Cajazeiras. Após cerca de 15 anos e algumas mudanças na formação, Wendel, Juninho, Badu e Jadson juntos formam uma das mais conhecidas e ativas bandas de Hardcore do cenário underground soteropolitano, a AGRESSIVOS. Com o seu conceito “For Life”, o grupo se mantém firme e cada vez mais forte, cativando novos ouvintes e conquistando novos fãs por onde quer que passem, sempre levando a sério a sua filosofia: Agressivos é pra vida!
Em 2013 a banda se prepara mais uma vez pra apresentar seu trabalho naquele que é um dos maiores eventos de Rock do estado, o Palco do Rock – que este completa 19 anos de existência.
Para fazer um aquecimento e comemorar o fato, conversamos hoje com o carismático guitarrista da banda, Junior Falcão, também conhecido por trabalhos com bandas como Sistemaphobia e Soul Negro.

The Mind's EyePrimeiro de tudo, caso alguns não saibam, conte-nos um pouco da sua história na banda.

Juninho: Salve rapaziada de jah e de Pablo! Tive contato com a Agressivos na primeira apresentação da banda. Foi em um bar/buteco em Cajazeiras. Eu tocava na banda Sistemaphobia que se apresentou no mesmo evento e foi lá que conheci Wendel. Pouco tempo depois fui convidado pra entrar na Agressivos tocando contra-baixo, e fiquei um bom tempo posando de baixista (fraude da porra) [rsrsrs]. Saí da banda e o baixo ficou sob responsabilidade de Porcão. Um bom tempo depois retornei a banda tocando guitarra (outra fraude da porra) [rsrs].

TME: Recentemente vocês divulgaram o lançamento do primeiro álbum com um som mais pesado e característico, não só puramente influenciado pelo Hardcore/Punk como era antigamente. Como se deu essa mudança e como funciona o processo criativo da Agressivos?
Jr: Nos 4 (Eu,Badu,Wendel e Jadson) ouvimos de tudo, do clássico ou extremo. Não temos uma obrigação pelo segmento, pensamos igual quando se fala do que deve ser AGRESSIVOS. Daí fica fácil manter um critério pra criação. Agressivos esta sempre ensaiando, estamos em contato diariamente um com o outro e isso facilita pra que as ideias sejam unificadas

TME: Depois de algum tempo, vocês finalmente voltam a se apresentar no Palco do Rock, justamente numa época em que comemoram o 15° ano de existência da banda. Quais as expectativas para esse show?
Jr: Fizemos palco do rock somente em 2007. Ta pertinho, estamos bem ensaiados e estamos com salários em dia rsrsrsrs . vamos botar pra fuder!!!

TME: Vocês tem algo especial preparado para a ocasião?
Jr: Quem ta na cena de salvador ao longo do ano, sabe que PDR é o único evento do ano pra muita gente. Resumindo, qualquer coisa que fizermos vai ser novo pra muita gente. Pra quem já acompanha vai ver musicas novas, uns covers e vai ver Wendel pedindo pra alguém pagar uma cerveja.

TME: Atualmente, quem acompanha a banda tem visto novas músicas sendo lançadas e tocadas ao vivo. Alguma novidade acerca dos planos e preparações pra um novo álbum? O que pode nos adiantar?
Jr: Já temos 3 musicas gravadas para o próximo album. Logo logo o segunda álbum sai.

TME: O que mais podemos esperar da Agressivos nesse ano de 2013?

 

Jr: 2012 foi um ano foda, lançamento do CD, lançamento do nosso primeiro Video Clip oficial. Tivemos reconhecimento em alguns Sites. E prêmios como: Melhor Banda ao vivo, Melhor CD e melhor capa de 2012, vídeo clip relacionado entre os 10 melhores de 2012 na bahia. Em 2013 iremos divulgar ainda esse primeiro CD enquanto terminamos a gravação segundo album. É sem freio!

TME: Gostaríamos de agradecer pela atenção e pela disposição, Juninho.
O espaço é seu:

Jr: Sem agradecimentos e sem gueba! (rsrsrsrs)
AGRESSIVOS FOR LIFE!!!

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