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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

O que é Produção Musical ? por André Tavares

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André T

Obs: Matéria Originalmente publicada no site "Guia de Produção de Rock"

ANDRÉ TAVARES - Produtor musical, multi-instrumentista, engenheiro de gravação e mixagem e formado em Comunicação pelo Elizabethtown College, em Elizabethtown/PA, nos EUA. Produziu discos de Retrofoguetes, Cascadura, Sua Mãe, Rebeca Matta (Prêmio APCA 1999), Enio e a Maloca, Nancy Viegas, Luiz Caldas, Carla Visi entre muitos outros. Como músico, trabalhou com Carlinhos Brown, Sidney Magal entre outros. Neste momento, além dos discos se concentra em trilhas de cinema.

O que significa produção musical? Esse termo pode significar coisas diferentes, nos levando a mais perguntas do que tínhamos antes.

O produtor musical é o responsável por fazer o disco acontecer. É a pessoa que servirá como elo entre o artista, os músicos, a técnica, o estúdio e a gravadora. O produtor fará com que o artista sinta que o resultado final do seu trabalho (o disco) o representa, que a gravadora (que muitas vezes está bancando o projeto) e o artista tenham fé que esse disco poderá ter uma resposta comercial, que o orçamento não vai estourar absurdamente (mas claro que vai estourar!) e que o disco ficará pronto no prazo (ou quase…). Muitas vezes o produtor musical acumula funções, como engenheiro de gravação e/ou mixagem ou ainda como músico ou compositor.

Alguns produtores basicamente supervisionam as sessões de gravação, estando no estúdio (ou não, no caso de alguns produtores famosos americanos), abrindo o estúdio para os músicos registrarem suas ideias. De vez em quando eles podem fazer uma intervenção, como pedir para algo ser refeito se não estiver satisfatório.

Outros produtores estão do outro lado do espectro, selecionando repertório ou compondo, tocando os instrumentos (muitas vezes todos eles), cuidando da parte técnica etc. Esses produtores são talvez mais importantes do que o próprio artista nesses casos, como os discos de algumas divas da dance-music.

Existem produtores que trabalham junto ao artista, em momentos como mais um músico da banda, em outros como alguém que vai apenas dar o parecer final e em alguns como a pessoa que vai ser o psicólogo das sessões de gravação. Esses produtores deverão ser inteligentes o suficiente para saber que chapéu devem usar no momento adequado. Tomo como exemplo George Martin, na minha opinião o maior produtor da história da música popular.

No final das contas, qualquer que seja o estilo do produtor, este deve tirar o melhor do artista, e em alguns casos tirar algo que este nem pensava que era capaz.

Nenhuma destas três facetas de produtores está certa ou errada; são apenas estilos diferentes de produção que funcionam em situações distintas.

Alguns artistas se auto-produzem. Uns o fazem bem, porém em muitos outros casos isso significa apenas vaidade ou tentativa de economia, pois eles não tem visão o suficiente para objetivamente enxergar o trabalho. Muitas vezes o artista está tão ligado emocionalmente às músicas que deixa de ver vários problemas.

Existem problemas que ocorrem também quando a combinação artista-produtor não é adequada. Alguns produtores podem não perceber bem o verdadeiro potencial do artista, e empurrá-lo para um lado equivocado. Infelizmente é comum ver artistas lançando trabalhos que estão muito aquém do potencial deles, ou ainda abraçando um caminho que no final das contas não os representa. Erro do produtor, que pode não ter visto esse caminho equivocado que o artista queria tomar, ou até mesmo ter apresentado a ideia!

O fato é que ao ouvinte chega apenas o resultado final do trabalho. Não interessa se o orçamento do disco foi suficiente, se houve tempo hábil para finalizar satisfatóriamente, se as relações pessoais entre a equipe eram as melhores possíveis ou se o conceito do disco foi realmente o adequado. Como costumo a dizer para as pessoas que trabalham comigo, não podemos pôr um adesivo na capa do disco pedindo desculpas porque o cantor estava resfriado e não conseguiu cantar bem a terceira música, e não houve tempo nem orçamento para refazer…

É muito importante a escolha certa do produtor, pois este vai auxiliar o artista com sua experiência a guiar o trabalho, e será a pessoa de fora que objetivamente indicará os acertos e equívocos. No caso do trabalho independente, onde os orçamentos são reduzidos, acredito que a importância de um bom produtor se torna maior ainda, pois não há espaço para erro na maior parte das vezes.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Thrash Metal baiano "Animus Necandi" de volta aos palcos!

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A banda de Thrash Metal baiano "ANIMUS NECANDI" formada em 2004 esta de volta aos palcos. Composta por músicos já experientes dentro do cenário de metal da cidade, desejam resgatar o bom e velho Thrash Metal. Com riffs pesados e virtuosos, bateria rápida e bem trabalhada, vocais alcoólicos de "Davi" e letras politizadas, vem trazer consciência, peso e agressividade ao cenário Soteropolitano. Posso afirmar que essa é uma das bandas vivas da melhor fase de Metal da Bahia e que vale a pena conferir o som dos caras pelas casas de shows (Se é que ainda existe alguma) de Salvador.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Descoberta do Brasil: Vendo147 – bateria siamêsa e rock instrumental direto de Salvador

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Por natureza, bateristas já são incontroláveis. Imagine dois instrumentistas dividindo “baterias siamêsas” – unidas por seu bumbo em comum. É mais ou menos por aí que você pode começar a conhecer os caras da banda Vendo147: Glauco Neves e Dimmy “O Demolidor” Drummer (bateria), Enio Nogueira e Bruno Balbi (guitarras) e Caio Parish (baixo).

Formado em Salvador, em 2009, o grupo tem como principal foco o rock instrumental, passando por diversas influências até chegar em sua sonoridade característica. Lançado em julho de 2011, Godofredo é seu primeiro álbum e está disponível para download no site oficial.

O disco dá uma boa ideia da pauleira por onde andam os caras do Vendo147.

Vingador, faixa que abre o CD, começa frenética em tempos quebrados que nos lembram Frank Zappa e Rush, alternando com frases melódicas e pausas para respirar e retomar o fôlego.

Já Macaco Azteca passeia com distorções que remetem ao stoner rock do Queens of the Stone Age até nos levar até um final tenso e urgente com cara de Jeff Beck nos solos do lendário Blow by Blow, de 1975.

O baterista Dimmy respondeu algumas pergutas do blog sobre o Vendo147:

Como nasceu o Vendo147?

O embrião da Vendo 147 surgiu em 2005 a partir de um projeto de Glauco Neves (um dos bateristas-clone), que queria gravar umas composições instrumentais de sua autoria. A banda mesmo teve início em 2009, onde, além de aproveitarmos algumas das músicas já gravadas, criamos um novo trabalho, uma identidade para o grupo que viabilizasse “uma carreira”.

O que as pessoas devem saber sobre vocês?

Bom, somos uma banda de música baiana instrumental, temos uma particularidade que é o clone drum, porém este não é o foco principal do trabalho… é apenas um dos elementos. Em nossa discografia consta um EP (com 4 músicas) e um disco chamado Godofredo (lançado em 2011). Atualmente estamos em fase de composição do segundo disco. A meta para este novo trabalho é que ele repita a repercussão do anterior e seja divulgado em todas as regiões do país, assim como o Godofredo.


Explique o clone drum. Como surgiu a ideia, qual foi a maior dificuldade no começo?

O clone drum (dois bateristas juntos numa mesma bateria, um de frente para o outro, dividindo o mesmo bumbo), foi sugestão minha (Dimmy), por causa da admiração que tenho pela banda The Monsters (Suíça). Eles foram a primeira banda que vi usar o clone drum e fiquei de cara! Desde então imaginei montar um trabalho com um clone. Quando ouvi as músicas que Glauco tinha gravado, percebi que poderíamos utilizar a ideia do clone drum. Tivemos dificuldade de entender como poderíamos criar batidas e levadas distintas um do outro. Ainda hoje, tocar no clone é um desafio… é um grande quebra-cabeças que gostamos de montar juntos.

Há um número considerável de bandas instrumentais no Brasil hoje. Mesmo assim é um segmento inexplorado. Como é “falar” com o público sem letra? O que muda no palco? 

Creio que este é o grande desafio das bandas instrumentais na conquista de um grande público, porém, não é intransponível. Esse diálogo sem um front man, sem um vocalista, sem uma mensagem escrita, pode ser compensado com performances energéticas de todos os instrumentistas no palco, por exemplo. Com a gente, isso funciona e o retorno é bem legal. Por onde passamos tivemos o reconhecimento do público. Um exemplo do sucesso no alcance da massa é o Macaco Bong que, inclusive, foi convidada a abrir o show do System Of a down em SP. A banda tocou e foi ovacionada por 40 mil pessoas.


Ser independente no Brasil: o que é bom e o que é ruim?

Acreditamos que ser independente no Brasil é uma tendência e um caminho a ser seguido. Já estamos vendo isso acontecer com artistas que tem uma carreira bem consolidada, com anos de estrada, vários discos gravados, que optam por realizar os seus trabalhos de forma independente. Não pensamos muito em lado bom, nem em lado ruim. O que entendemos é que é o formato de auto-gestão é uma maneira segura do artista ter total controle e poder concretizar o seu trabalho.

 O espaço Descoberta do Brasil tem uma missão simples: descobrir boas bandas independentes no País. Envie suas sugestões nos comentários ou pelo Twitter @josmi.

Por +Osmar Portilho
Fonte: Terra

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Entrevista: 10 perguntas a Kauan Striker baterista da banda Black Bier

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Aê pessoal a entrevista hoje é com Kauan Striker baterista e fundador da banda de Speed\Heavy Metal  Black Bier formada na cidade de Salvador no ano de 2006.. (Atualmente a formação da Black Bier conta com Kauan Striker - Bateria e vocal | Lucas Novaes - Guitarra / back vocal | Israel Ferrão - Guitarra / back vocal | Léo Harris - Baixo) A Entrevista foi concedida a Guilherme Neto ( Bahia Rock Machine )!!! Vamos lá...


01-BRM_Pra começo de conversa..rsr resuma pra nós um pouco da história da Black Bier?
Kauan Striker: A Black Bier na verdade,  surgiu de um projeto de hard rock. Mas, quando omeçamos a colocar as músicas em prática, percebemos que nossa onda é metal, tradicional, rápido, pesado e gressivo. Começamos com um intuito de apenas tocar por prazer, mas o prazer permanece até hj

02-BRM_De onde surgiu o nome da Banda?
Kauan Striker: Rpz, na verdade antigamente, a galera que fez a banda comigo, só gostava de beber Malzbier a decidimos colocar esse nome´..Era mais a cara da banda!!!

03-BRM_Quais as principais influências da Black Bier?
Kauan Striker:Se tratando de bandas; Exciter, Anthrax, Toxic, JudasPpriest, Hirax, Iron Maiden, Megadeth, Metallica (fase antiga...) Agora como influências de vida, particularmente eu tenho o Jim Morinson e o Steve Harris do Iron..Jim porque foi um cara que colocava suas idéias nas músicas e vivia suas idéias. E o Steve pela raça, vontade e amor que sempre teve pelo Iron Maiden.
É o que eu sinto pela minha banda. Amor, dedicação e lealdade pelo que faço desde 2006

04-BRM_O que fala as letras da B.Bier?
Kauan Striker: Nossas letras falam de Alcoolismo, Guerra, Terror, Massacre e Metal.

05-BRM_Como você ver o cenário underground de Salvador no momento?
Kauan Striker: Precisamos melhorar muito ainda em vários aspctos... Podemos perceber que ao passar dos anos o público deixa muito de ir aos shows undergrounds. E também a cena de Salvador peca muito na questão união. Vejo muitas brigas, muita gente querendo criar nome entre a galera, muita ganguezinha de merda querendo crescer dando porrada nos outros. Em fim, temos que nos unir mais e valorizar mais a nossa cena, isso cada um fazendo seu papel. Cada um fazendo algo pra valorizar a cena...Mas apesar de tudo isso, não sinto vergonha de minha terra, sinto orgulho de minhas raízes.

06-BRM_ Vc acha que nosso cenário aqui do estado ainda sofre preconceito em outros estados tipo: S.Paulo, Minas Gerais, Curitiba...? Ou você acha que isso nunca existiu?
Kauan Striker: Acho que rola preconceito sim, pois não temos shows de bandas grande quase nunca. Pq o pessoal acha e vê que não temos um público volumoso.

07-BRM_Como tem sido a presença de público nos shows da Black Bier?? A galera tem comparecido?
Kauan Striker: Sim, a galera comparece em peso, e fico muito grato por eles Isso é um sinal do reconhecimento do nosso trabalho com o público ..

08-BRM_Sabemos que dia 08/12 (Sábado próximo) vai rolar um som da Black Bier no The Other Place juntamente com as bandas: Blessed in Fire, Infinite e Nosferatu !! Quais as espectativas p esse som?
Kauan Striker:Muita anciedade, tocar lá no the other place é sempre gratificante para a black bier e mais ainda com bandas como essas, que são bandas irmãs nossa... Tem muita surpresa da black bier guardada para a galera nesse próximo show...

09-BRM_ Quais os projetos da banda para 2013?
Kauan Striker: Já que o Oficina do palco do Rock foi prorrogada, pretendemos tocar no PDR 2013 e depois focar na gravação do nosso CD. O cd vai se chamar "Guerreiros do Metal", que é o nome de uma música nossa...Depois disso, pretendemos fazer alguns show fora do estado e mostrar pra sul, sudeste, centroeste e o restante do nosso país que aqui na Bahia o Metal tradicional não está morto...

10-BRM_Kauan meu caro...Muito obrigado pela entrevista.. Grande abraço espero que 2013 seja mesmo de realizações e de bons projetos para a Black Bier. O espaço está aberto pra suas considerações finais..
Kauan Striker:Gostaria de agradecer pela oportunidade de expor nossas idéias e também parabenizar ao BRM pelo excelente trabalho e podem sempre contar com a Black Bier pro que der e vier !


(Facebook \ Myspace \ Contatos de Imprensa (71) 8106 4775)

sábado, 6 de outubro de 2012

Coletânea: Rock Conexão Bahia (1989)

2 comentários:

"Os amantes todos estão na chuva e as minhas mãos estão atadas / Na tv só fantasmas e eles se espalham pela sala..."

Houve num passado recente de Salvador um tempo de sonhos, coragem, determinação. Garotos com pose de homem, cigarros pendendo no canto da boca e roupas escuras num calor de quase 30 graus.

Um tempo de belas melodias, guitarras carregadas de chorus, letras que te davam vontade de continuar vivendo e músicos sublimes. Noites quentes e vodkas geladas pelas esquinas do Rio Vermelho e Barra.

Uma certa inocência, uma vontade enorme de fazer tudo da melhor forma apesar dos instrumentos made in Brazil. Big hands nas paredes e os grafites de Miguel Cordeiro. Fanzines em xerox circulando de mão em mão, rock baiano tocando nas rádios, influenciado por The Jam, Smiths, Big Country, Gang of Four, num tempo sem MTV.

Por volta de 1989 um cara chamado Filipe Cavalieri registrou de forma cuidadosa parte dessa movimentação numa coletânea em vinil chamada Rock Conexão Bahia, num estúdio no bairro da Liberdade. A primeira do gênero por aqui. Bandas como Quíron, Utopia, Elite Marginal, Treblinka, Cravo Negro, Moisés Ramsés e os Hebreus e 14o Andar. Os primeiros passos de gente como Luisão, Artur Ribeiro, Alexandre, André Lissonger, Ordep, Hélio Rocha, Álvaro Lemos, Moisés Santana.

Não meu amigo, o rock underground baiano não nasceu com a urgência da Úteros em Fúria, nem com o Dead Billies, nem mesmo com o ótimo Cascadura. Se a cena local andou por caminhos tortos essa é uma outra história. Em Rock Conexão Bahia, que teve inclusive distribuição nacional da Continental, o rock baiano teve, provavelmente, a sua primeira grande chance de acontecer com um número expressivo de bandas.

Aos que não sabem exatamente porque alguns (eu, incluso) torcem o nariz para a maior parte da produção local nos dias que correm - apesar dos ProTools da vida, da liberação dos importados e da facilidade de informação - dar uma escutada nessa coletânea pode ajudar um pouco a não se contentar com o caldo ralo que os poseurs tentam nos empurrar goela abaixo. 

Bandas: Quíron, Utopia, Elite Marginal, Treblinka, Cravo Negro, Moisés Ramsés e os Hebreus e 14o Andar

Origem: Salvador\Bahia

Gênero: Rock n Roll

Álbum: Rock Conexão Bahia (Coletânea)

Ano: 1989

Tracks:
01.Quiron - Marginal indefeso
02.Utopia - Nosso tempo
03.Moisés Ramsés - Ninfomaria
04.Treblinka - Queda de Sodoma
05.Cravo Negro - Cenas de uma tela
06.Elite Marginal - Vinhos e Flores
07.14 Andar - A Porta está aberta



Elite Marginal - Vinhos e Flores
Letra:

Hoje a noite todos estão na chuva e minhas mãos estão atadas
Na TV só fantasmas e eles se espalham pela sala
Como eu queria poder acreditar em tudo que as pessoas me dizem
Seria bem mais fácil me calar e deixar os amantes na chuva

São tantas flores no jardim, que a gente até se esquece de cuidar de nossas flores
São tantas flores no jardim, que a gente até se esquece de cuidar de nossas flores
Que precisam de carinho

Mas um ônibus avança pela rua e o sol não aparece na avenida
Quem não quer destilar sua amargura? Ser feliz ao menos por um dia
Quem não quer saber a verdade? Quem não quer um amor sincero?

O teu sorriso sem crueldade poder falar sem estar culpado

São tantas flores no jardim, que a gente até se esquece de cuidar de nossas flores
São tantas flores no jardim, que a gente até se esquece de cuidar de nossas flores
Que precisam de carinho



quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Scambo: Mais madura e 'plantada' retorna para o grande público

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A Scambo é, definitivamente, um caso à parte no rock baiano. Diabos, na música baiana como um todo.

Formada em 2000, não demorou em formar público – mas público de verdade, mesmo, que lotava todos os shows –, apoiada na figura carismática do vocalista Pedro Pondé  e no estilo brasileiríssimo do rock por eles praticado.

Em 2006, contudo, a banda acabou, após um rumoroso quebra-pau público nas redes sociais da vida.

Já dizia o poeta que o tempo cura tudo. Ninguém se espantou, portanto, quando a Scambo anunciou sua volta no final de 2010.

Agora, finalmente, eles soltam seu primeiro CD dessa “fase 2”: Flare.

O título tem múltiplos significados, mas no caso da Scambo é um reflexo que ocorre em  lentes fotográficas e astronômicas.

O disco  foi gravado ao vivo no estúdio, de forma acústica, com Pedro, Graco (violões de cordas de nylon), Xandão (baixo) e o convidado Thiago Trad (bateria, tocada com escovinhas).

“A gente tinha umas músicas que desde o principio tinha mais cara de violão do que de guitarra”, conta Pedro.

“Pensamos em gravar desse jeito. ‘Vamos tocar violão  e fazer um registro delas, só  para que não se percam’. Aí fomos para uma casa em Busca-Vida e conversamos muito sobre arranjo, sobre letra. Foi a primeira vez que fizemos isso, foi legal demais”, relata.

Animados, resolveram reproduzir o clima praieiro de Busca-Vida no estúdio.

“Chamamos (o produtor) Tiago Ribeiro, que tem um estúdio profissional em casa e transpomos o trabalho para lá. Chamamos Thiago Trad, que é amigo de Graco de longa data, justamente para não perder o clima de galera”, conta.

“Aí, para conseguir imprimir na gravação esse clima, íamos ter que gravar ao vivo, o que significa segurar a onda do perfeccionismo. Por que a verdade é que somos três perfeccionistas”, admite Pedro.

O resultado está em Flare, um belo testemunho de despretensão e musicalidade apurada do grupo.

”A gente nem botou muita fé, só pensamos no registro mesmo. Nunca pensamos em fazer um puta trabalho. Quase não saiu”, jura o rapaz.

Mesmo assim, em meros quatro dias no ar, “já tinha uns sete mil downloads”, contabiliza.

O show de lançamento, no dia 16 de agosto, foi para um Teatro Vila Velha completamente lotado.

“Teve gente que teve que ir pra casa, por que esgotou. E foi dois dias depois que botamos o CD no ar, mas já tinha gente cantando as músicas. Foi uma surpresa pra gente”, conta.

O CD também estava a venda, mas o freguês podia pagar o quanto quiser. Podia até pendurar: “Ninguém vai deixar de ouvir nosso CD. Pode pegar até fiado, paga quando puder”.

As lições do passado foram aprendidas e agora, a banda vive um dia de cada vez: “O que considerávamos defeito um dos outros, não era defeito.  Por que se eu monto uma banda só minha ou só de Graco ou de Xandão, não ia dar certo. O que faz a Scambo são essas diferenças e afinidades. Tudo isso continua existindo, mas hoje nos respeitamos e nos conhecemos muito mais. Tudo isso é fundamental para o trabalho. E o trabalho está acima de nós três”, conclui.


O CD de retorno da Scambo é uma boa pista do caminho que eles devem seguir de agora em diante: despojamento, coração aberto, vocais delicados e bem arranjados. Tudo gravado em “take 1”, sem retoques e com toda a honestidade. Um belo disco, sim senhor.



Fonte: Rock Loko

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Marcelo Nova (Vinil Music Pub, Indaiatuba, 23/08/12)

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Era noite de rock´n roll. Dirigi para Indaiatuba chegando no Vinil Music Pub por volta das 22 horas. Minha expectativa para o show era grande, pois desde fevereiro não via uma apresentação de Marcelo Nova ao lado de Drake, somente os dois no palco.

Logo que estacionei o carro notei que a casa noturna ficava na esquina de um cruzamento. Era natural me remeter à encruzilhada, Crossroads, baby. Mas não era Robert Johnson quem estava ali de joelhos. Era Marcelo Nova no trono que lhe pertence. Drake Nova à direita do pai.

“Coração Satânico” abria a noite e deixava claro que o pacto não podia ser quebrado. “O diabo está solto passeando em seu Chevrolet, de terno e gravata ninguém desconfia quem é”.


Sendo assim, ele foi assumindo as mais diversas formas. “Hoje” e até um certo “Carpinteiro do Universo”, foram faces que trouxe para continuar o show. Marceleza afia seu novo tridente e segue contemplando tudo do trono.

O diabo é pai do rock, e vigoroso como é, possui muitos filhos, e com várias mulheres, muitos esquecem que eles possuem diversas caras. Mas ainda assim são seus filhos. E continua sendo rock. A cara mais conhecida da sua linhagem tem o formato clássico de guitarra, baixo e bateria. Mas ele tem até filho indiano e egípcio, como o exame de DNA em George Harrison e Robert Plant comprovaram. E tem também esse filho, sentado, violão no colo, marcando o ritmo com os pés. Mesmo não sendo o mais lembrado, como é fantástico esse formato. São inúmeras as imagens que nos traz, desde os pioneiros do delta blues, passando por mestres do folk como Woody Guthrie, estrelas como Crosby, Stills, Nash & Young, incluindo Bob Dylan, e até as intervenções de Jimmy Page no Led. Está entendendo do que estou falando? Marcelo Nova promete um passeio por vários desses estilos no seu próximo álbum de estúdio, mostrando quantas cores possui sua palheta. No seu repertório não existe mais do mesmo.

Drake desfilava riffs, ruídos, slide, e muitos cenários de sua guitarra e dos seus pedais vintage. A maneira que ele conduz o wah wah me lembra Mick Box do Uriah Heep, considerado por muitos como o rei desse efeito. Inclusive já perguntei se Drake conhecia a maneira que ele tocava, e me respondeu que sabia pouco sobre Mick. Foi então que descobri que eles não se assemelham por influência, eles se assemelham por competência.

A emocional Robocop veio na sequência. Marceleza lembrou que se inspirou no caso da morte de Adriana Caringi para escrevê-la, assassinada por um atirador de elite na tentativa de resgatá-la do sequestro. Mais um exemplo do trabalho atemporal que ele desenvolve. Sua matéria prima é não o I-Pad, e sim o ser humano e suas complexidades, e assim ele segue vivo e atual, sempre se movendo e ganhando novas versões. Por um segundo vi uma penumbra pelo ar, ficou denso, difícil de respirar. O diabo e seus joguinhos de ilusão...

É, meu amigo, mas o diabo não faz filho à toa, não. Nem Deus, e sua cria divertiu à todos em Ela Me Trocou Por Jesus. Muito menos Marcelo Nova, e Drake brilhou num grande solo em Quando Eu Morri. Por falar nisso, se engana quem pensa que a tradicional performance nessa canção foi prejudicada por Marceleza estar sentado e com o violão, afinal não é necessário que ele esteja em pé para ouvirmos o estrondo dos seus passos. Não houve sinal da cruz que protegesse de ser atingido. E assim foi feito, o impacto dessa canção se fez presente, e todos aplaudiram de pé.

Com tantos pecadores e escolhidos presentes, Marcelo avisou que o único pastor que realmente merece respeito é o Pastor João. E com a canção da parceria com Raul, encerrou a noite.

Fui deixando a encruzilhada pra trás indo pra casa, e notei no retrovisor um Chevrolet me seguindo. O diabo queria me pregar outra peça antes da noite acabar.

Vá de retro, Marcelo. E até o próximo show.

Set list:
Coração Satânico
Hoje
Carpinteiro do Universo
Papel de Bandido
Faça a Coisa Certa
Robocop
Quando Eu Morri
Eu Vi O Futuro
Ela Me Trocou Por Jesus
Rock n' Roll
Simca Chambord
Pastor João e a Igreja Invisível
Fonte:   whiplash.net
Por Alexandre Campos Capitão

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Ecos da Periferia: Artigo de Lixo

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Participar de um movimento alternativo requer bem mais do que o simples fato de freqüentar eventos deste tipo. As inúmeras possibilidades que estão disponíveis se apresentam como forma de desenvolver a criatividade, além de servirem como uma vitrine de ideias. Muitas pessoas entendem de cara o recado e mergulham num mar riquíssimo, desenvolvendo as próprias potencialidades e, as do tal movimento. Daí, a importância de formar bandas, escrever fanzines (musicais, políticos, poéticos...), organizar shows, produzir vestimentas, pintar, grafitar, cozinhar, vender, comprar; enfim, fazer nossa pequena engrenagem acontecer. Estar integrado é bem mais do que ir a pequenos shows das bandas dos amigos e venerar algo que é dispensável. Forme sua banda e expresse sua ideologia, ou, traga algo novo para confrontar-se com o que não concorda. Furte o microfone e declame poesias que contem algo sobre amor e liberdade. Pinte os muros da passividade com o neo-surrealismo urbano em cores berrantes. Fotografe o caos cotidiano em um ensaio que servirá como relato dos derradeiros dias. Desenvolva artesanatos, e pela primeira vez respire o ar da independência. Faça você mesmo e sentirás o sentido de tudo isso.


## Recicle suas ideias ##

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A Voz dos Bairros: Um pouco da Cultura de São Caetano !!!

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Banda ConfuSão
O iBahia selecionou  alguns bairros da capital baiana para conferir o que os moradores fazem para se divertir e se alimentar de cultura sem precisar se deslocar para muito longe. O resultado foi uma agenda repleta de dicas boas e baratas (muitas delas gratuitas), para todos os gostos e idades. Os bairros escolhidos foram São Caetano, Itapuã, Nazaré, Sussuarana, Rio Vermelho e Santo Antônio Além do Carmo. Fique atento às atrações de cada bairro e aproveite para conhecer os artistas talentosos da nossa cidade. Faça a sua programação e divirta-se! (Destacamos um trecho da matéria falando de São Caetano clique aqui para ver a matéria completa)
O Café atelier de JC Barreto é um dos espaços culturais de São Caetano


Para quem gosta de reggae, rock, hip hop e poesia, e nunca foi ao bairro para curtir, não sabe o que está perdendo. Graças aos grupos culturais muito bem organizados e articulados do bairro, acontecem eventos como o Musiarte e o São Caetano Resistência, que trazem música, poesia, teatro e capoeira para a comunidade e estão de portas abertas para quem vem de fora. 

O projeto Musiarte, promovido há um pouco mais de quatro anos, é coordenado pelo músico Luciano Robô e acontece de 15 em 15 dias, aos sábados, no bar da Tia Dedé, apelido carinhoso dado a Valdelice Santana, uma senhora muito simpática e acolhedora, que mantém o bar há mais de 20 anos. O lugar, aberto das 9h às 22h é amplo, com quintal ao fundo e já virou um dos espaços culturais do bairro. 

Participaram do Musiarte artistas como Wilson Aragão, Capitão Corisco, do grupo Bando Virado no Mói de Coentro e convidados internacionais como a banda de hardcore crust punk venezuelana Amordazados. Além dos convidados, as atrações fixas do projeto são do próprio bairro, como o grupo de teatro A Pombagem, pautado em poesias de cunho social. O grupo foi criado em 2009 pelos moradores do bairro, os ativistas culturais Fabricio Britto, Patric Adler e Uilton (conhecido como Chicão), porém, como é uma companhia aberta de arte, há também espetáculos onde se encaixam diversos outros atores, dentre eles, o artista de rua Pareta Calderasch, a poetisa Taíssa Cazumbá, o rapper Bruno Suspeito, o poeta Giovane Sobrevivente, entre outros.


Grupo A Pombagem em ação no Espaço Tia Dedé
Grupo A Pombagem em ação no Espaço Tia Dedé
O reggae do músico Val da Mata e o som da banda Confusão, que mistura vários ritmos à música nordestina, também fazem parte das atrações. “Temos muitos artistas bons aqui no bairro, mas a discriminação racial pesa muito, por isso que não temos visibilidade”, afirma o poeta Giovane Sobrevivente. 

Outro espaço utilizado pelos moradores para agitar culturalmente o bairro é a Quadra de Esportes. Lá acontece, aos finais de semana, o São Caetano Resistência, coordenado pelo rapper Bruno Suspeito e tem como carro chefe o Hip Hop. O café atelier do artista plástico JC Barreto também entra no circuito. De sexta à domingo, o lugar, com uma decoração estilizada, oferece cultura, boa comida e cerveja gelada.  “Com evento programado ou não, sempre tem cultura”, diz JC Barreto.
Fonte: IBahia

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Código Remoto: confira agora o primeiro vídeo clipe oficial do grupo

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A banda baiana CÓDIGO REMOTO lançou oficialmente no último dia 18 de março o seu primeiro vídeo clipe da carreira.

A música escolhida para figurar no material foi "Remote Code (Para los Rumberos)", extraída do seu também recém-lançado EP “Solitatis”.

O trabalho, que foi produzido pelos próprios músicos, se encontra disponível para visualização no YouTube.

Para mais informações sobre as atividades da banda CÓDIGO REMOTO e demais clientes da empresa, basta entrar em contato com a MS Metal Press através do e-mail contato@msmetalpress.com .(fonte:msmetalpress)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Behavior: versão física do debut álbum do grupo

2 comentários:
Eternal Hatred Records confirmou que já se encontra disponível para compra, o primeiro álbum de inéditas da banda baiana BEHAVIOR, intitulado “The Awakening of Madness”.

O material pode ser adquirido inicialmente direto com a banda através do e-mailblack_darkthrone@hotmail.com e, nos próximos meses, poderá ser encontrado nos sites e lojas físicas da FnacSaraiva e Livraria Cultura, além de lojas especializadas da Galeria do Rock de São Paulo.

BEHAVIOR continua montando sua agenda de shows para sua turnê em suporte ao seu álbum “The Awakening of Madness”. Para mais informações de como ter um dos principais representantes do Death Metal nacional em sua cidade, basta enviar um e-mailpara contato@msmetalpress.com .


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