sexta-feira, 13 de julho de 2012
Raul Seixas: "O rock'n'roll morreu em 1959"
Nesta entrevista história publicada na revista Bizz em 1986, Raulzito conta como se envolveu com o rock e critica as bandas que faziam sucesso na época
Recém-chegado de uma miniturnê transamazônica, quando tocou até nos garimpos de Serra Pelada, O grão-vizir do rock brasileiro recebeu Luisa de Oliveira e Alídê Vogt para uma das mais reveladoras entrevistas de sua carreira. Temas como sua prisão no governo Geisel, seus contatos com John Lennon, a importância de se levantar a gola da camisa e de não abrir as pernas para as caixas registradoras. Sem mais delongas, portanto...
BIZZ - Como foram os shows na Amazônia?
Raul - Fantástico, os garimpeiros ficaram fascinados. Eu li todo o manifesto de Aleister Crowley ("Faze o que tu quiseres, será tudo da Lei...") e eles aplaudiram e sentiram cada palavra. Agora o pessoal que manda mesmo é uma bandidagem danada. Barra pesadíssima.
BIZZ - Você mantém grupo fixo?
Raul - Procuro sempre conservar o pessoal que toca comigo, mas existe também um critério que diferencia músicos de show e músicos de estúdio. Estes eu uso sempre os mesmos: Paulo Cezar Barros, Ivan Mamão, do Azimuth... É gente acostumada a plugar, ir até a mesa de mixagem, fazem o trabalho deles em tranqüilidade e ganham por hora. Músico de show não, vive a aventura de cair na estrada.
BIZZ - O Wagner Tiso já não tocou com você?
Raul - Tocou sim, em 73. Foi uma experiência estranha. Ele, o Fredera do Som Imaginário, só gente da bossa nova... e saía rock. De vez em quando ele dava um acorde errado para eu sair do tom. E eu ainda cantava em inglês! (risos)
BIZZ - Quando você começou a ouvir rock?
Raul - Eu tinha nove anos e morava perto do consulado americano. Andava muito com o pessoal de lá e foram eles que me apresentaram Little Richard (o primeiro que fez minha cabeça), Howlin' Wolf, Bo Diddley, Chuck Berry...
BIZZ - E quando você começou a tocar?
Raul - Eu já tocava profissionalmente aos dez anos, nos Relâmpagos do Rock... Eu tinha um amplificador que era um rádio de válvula do meu avô, adaptado pelo meu pai. O fio era curto e a gente tinha de ficar preso ao rádio. Isso em 54, 55, ninguém sabia o que era rock. Eu tocava e me atirava no chão, imitando o Little Richard, como eu via nos filmes que os americanos passavam. E sempre notava que as primeiras filas ficavam vazias. É que as mães pensavam que eu era epilético, com meu topete de brilhantina e camisa aberta com gola levantada. Tocamos assim até 66, quando fui gravar Raulzito e Seus Panteras. É um disco tão bonito... eu tinha voz de tenorino.
BIZZ - Como era o rock baiano na época?
Raul - Eram poucos os conjuntos... The Gentlemen, Os Ninos, onde tocava o Pepeu. Até dei uns cascudos nele por roubar meus acordes (risos). Mas o pessoal que vinha do Rio ouvia falar de um grupo baiano que mais entendia de rock'n'roll. Assim, acompanhamos todo mundo da Jovem Guarda (eles viajavam sozinhos): Ed Wilson, Roberto Carlos, Wanderléa, Jerry Adriani, Wanderley Cardoso. Mas gostava era dos Jet Blacks, que assim meio Ventures.
BIZZ - Os direitos autorais valem a pena?
Raul - Valem sim. Eu gosto muito de gravar, mais do que de dar show. Estou mais para cientista - gosto de ficar brincando com os tubinhos de ensaio dentro do estúdio, ver explodir e dar aquela risada, que nem aquele cachorro (ri à la Mutley). Prefiro ver tudo explodir do que me expor.
BIZZ - Você não gosta do palco?
Raul - Eu curto o palco, na hora em que eu entro acaba tudo. Como disse John Lennon, "eu vomito toda vez que vou subir ao palco". Com 40 anos de idade ainda fico nervoso!
BIZZ - Como era tocar rock nos anos 50?
Raul - A bossa nova surgiu junto com o cha-cha-cha, e o rock'n'roll, junto com uma influência do calipso. Era chique tocar bossa nova e o cha-cha-cha até que era permitido. O rock era outra história: eu tinha que ir até o clube das empregadas para dançar com elas. A empregada lá de casa era minha fã. Chegou uma vez para a minha mãe e disse que tinha dançado comigo. Minha mãe quase morreu... E eu ia dançar também com o pessoal da TR, uma transportadora de lixo. Era a moçada que curtia rock. A bossa nova era com o pessoal do Teatro Vila Velha. Na sociedade não se falava em rock, era coisa de empregada.
BIZZ- Você era marginalizado por isso?
Raul - Se era. Eu freqüentava Iate e o Tênis, que eram os clubes mais metidos a besta de Salvador. Chegava de camisa vermelha, com gola levantada, e ficava encostado num canto tomando cuba-libre enquanto os outros dançavam. Mas não me importava, achava ótimo, importante, tipo "tô revolucionando tudo".
BIZZ - E o que você acha do rock agora?
Raul - Dizem que se faz rock'n'roll por aí. Pra mim, ele morreu em 59. Rock'n'roll era um comportamento, James Dean, todo momento histórico. Aí veio o caos quando as indústrias não podiam mais parar de fabricar discos. Quando entrou a década de 60, botaram Chubby Checker para cantar "Hava Naguila", inventaram o hully-gully e o twist, tudo invenção de fábrica. O movimento já tinha passado. Eu chamaria de rock o que existe agora. Do Led Zeppelin, por exemplo, eu gosto - é uma abertura para dizer algumas coisas. O pior é que no Brasil não se está dizendo nada. Acho que voltamos àquela época de Cely e Tony Campello, em que se fazia rock "papai e mamãe". Mas tem o Kid Vinil querendo fazer rock mais antigo... Ele entende muito de rock.
BIZZ - Você não gosta de ninguém?
Raul - Gosto do Camisa de Vênus. A arte é o espelho social de uma época. As letras acabam inseridas dentro do ponto de vista está do que está acontecendo, tipo Nova República (risos). A TV Globo esses controla esses conjuntinhos todos.
BIZZ- E você?
Raul - Eu continuo fazendo meu trabalho. Você vê o Metrô Linha 743 (N. da R.: último LP de Raul), ele foi completamente podado pelaa Som Livre. Aliás, aproveito esta entrevista para pedir a rescisão do meu contrato. Quando eu gravei o LP, fui para os EUA e gastei oito mil dólares do meu dinheiro para pesquisar filmes em preto e branco. A música do Metrô linha 743 é preta e branca. Ela é de pau e briga, não tem nada de colorida. Aí eles não tocaram, não divulgaram. Ficou por aí...
BIZZ - E você quer continuar dando murro nessa ponta de punhal?
Raul - Quero e quero, vale a pena. Caso contrário, não durmo à noite. Estamos vivendo uma época caótica mesmo, mas este caos é o prenúncio de uma nova era. De dez em dez anos, ou de quinze em quinze, as coisas mudam. Nada de Nova República, nada disso... As coisas mudam no planeta Terra. Como aconteceu nos anos 50 com a geração pós-guerra.
BIZZ - E sua "Sociedade Alternativa"?
Raul - Continua vigorando o tempo todo, não importa de que maneira. São alternativas concretas mesmo, que têm de se solidificar. Mas não mais com palavras, nem com porta-estandarte... Até já fui expulso do país por isso.
BIZZ - Chegaram para você e literalmente mandaram embora?
Raul - "Literalmente" é choque no saco. Fui torturado mesmo no governo Geisel. Me pegaram lá no aterro do Flamengo, me botaram uma carapuça e fiquei uns bons três dias num lugar desconhecido. Aí vieram três pessoas: um bonzinho, outro mais inteligente - que faziam as perguntas - e um mais "agreste". Depois me colocaram num aeroporto e fui para Greenwich Village (bairro nova-iorquino).
BIZZ - Foi lá que você conheceu John Lennon?
Raul - Eu já me correspondia com ele. Eu e o Paulo Coelho (letrista, parceiro de Raul). Ele estava com um movimento chamado New Utopia. Conversamos sobre tudo isto e sobre as grandes figuras mundo. Ele ficava me perguntando sobre História do Brasil, queria saber quem tinha sido Dom Pedro..
BIZZ - Vocês chegaram a armar alguma coisa?
Raul - Não, porque eu tive de ir para a Georgia. Assim que eu voltei, o pessoal do consulado brasileiro veio em casa, dizer descaradamente que "Gita" estava fazendo maior sucesso, que era para eu voltar, que eu era patrimônio nacional. Mas vi muita coisa por lá. Toquei com Jerry Lee Lewis em Memphis, numa boate... ele me acompanhando no piano e eu cantando "Long Tall Sally" (um dos clássicos de Little Richard). Aí os americanos batiam palmas, pediam outra música enquanto eu me dizia: "Que diabo estou fazendo aqui, um baiano cantando rock em Memphis, Tennessee" Fiquei doido.
BIZZ - Nas gravadoras a sacanagem sobrepuja a honestidade?
Raul - Sim. Eu pulei de uma para outra porque nunca tive controle, nem com quem falar. A Som Livre é a pior de todas...
BIZZ - Então com quem você fala?
Raul - Com o público. Tenho um trabalho quase pronto para um disco novo.
BIZZ - Como vai ser?
Raul - Antes de tudo um disco raul-seixista. Depois, um barroco-rock. Vou utilizar alguns dos instrumentos que vocês viram aí, medievais e renascentistas, mas que se adaptam muito bem à cozinha baixo elétrico/bateria.
BIZZ - O "Rock das Aranhas" continua censurado?
Raul - Continua. Sabe o que eu tenho vontade de fazer? Um compacto com "Mamãe Eu Não Queria Servir o Exército" de um lado e "Rock das Aranhas" do outro. O problema é que um é da Som Livre e outro da CBS (canta "Mamãe Eu Não Queria..."). Sabe que é o maior sucesso quando eu toco isso? Todo mundo canta. E não toca no rádio.
BIZZ - Qual seria a banda dos seus sonhos? Vale quem está vivo e quem já morreu. ..
Raul - Os Beatles, não tem papo, eles foram incríveis mesmo. E a banda que acompanhava Elvis em 54/55: Scotty Moore, Bill Black e DJ. Fontana. Bateria, baixo de pau e guitarra... só isso e os caras faziam a festa, incrível!
BIZZ - Numa entrevista recente, você chamou os Paralamas de Parachoques do Fracasso. Por quê?
Raul - Foi uma brincadeira. Eu gosto deles sim, mas naquela linha que não é rock'n'roll. O que os conjuntos atuais precisam entender é que eles não têm de acompanhar o processo a que estão sendo induzidos inocentemente. Eles não têm uma estrutura sólida, estão aceitando ir com a corrente, totalmente disponíveis. Foi o que aconteceu com os hippies que, com o tempo, passaram até a comprar roupas "hippies" nas lojas do Sistema.
BIZZ - E o punk?
Raul - Também é moda, nada que atinja os alicerces do Sistema. O Sistema vai reverter e capitalizar em cima, se é que isso já não aconteceu...
BIZZ - E o que resiste a tudo isso, em termos de música?
Raul - É a verdade, é o coração. Aqueles escolhidos que não são afetados pela passagem do tempo. João Gilberto.
BIZZ - Quem mais no Brasil?
Raul - Vou dar um exemplo contrário. Vocês se lembram do Gilberto Gil na Tropicália? Agora aparece fazendo propaganda de jeans, com cabelo de rock, um cara que me esculhambava! Fui banido por eles, a turma da Bossa Nova, música pela música, arte pela arte... Depois o cara vira jamaicano e agora é rock?!?! Já o João Gilberto é um cara sincero. Arnaldo Baptista, Serginho Dias... os Mutantes todos, gosto deles.
BIZZ - Você sempre teve fama de irresponsável. É uma injustiça?
Raul - Eu sou teimoso e todos querem que eu seja certinho. Eu não, sou chato mesmo, "mosca na sopa" até hoje. Sou mais anárquico do que irresponsável, mas sei jogar. Se você mover uma peça errada, dança... é difícil.
BIZZ - E os OVNIS?
Raul - Em 73 eu comecei a falar nisso. Aí me encheram tanto que eu parei.
BIZZ - "Ouro de Tolo" aconteceu por causa deles, não?
Raul - A música rolou porque eu vi um disco voador. Foi um toque estranho mesmo, me senti impelido. Eu vomitei aquela música, não foi devagar não. Foi na Barra da Tijuca e durou uns dez minutos. E eu sou cético, agnóstico...
BIZZ - A humanidade evolui ou regride?
Raul - Isso é uma pergunta que você fez. Tem um livro meu de metafísica em que questiono a tese aristotélica, das cinco perguntas básicas: por que, quem, onde, como, qual... Não existem perguntas porque não existem respostas. Não existem respostas porque não existem perguntas. Eu não pergunto mais. As coisas são. Nós somos verbos. Somos e estamos, é a única coisa que a gente sabe. Conjecturar, quem há de? E é bonito assumir essa coisa de somente ser... Está todo mundo perguntando até hoje e ninguém tem resposta.
fonte: abril.com
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quinta-feira, 12 de julho de 2012
Inkoma - Pilha Pura (1996)
Banda: Inkoma
Gênero: Punk Rock \ Hardcore
Origem: Salvador\Ba
Álbum: Pilha Pura (Demo Tape)
Formação:
Pitty- vocal
Sergio Cambita- vocal
Pedro Pererê- guitarra
Mistério -baixo
André - bateria
Tracks:
01 - Mundo Imperfeito
02 - Inquadrado
03 - Naquela da Social
04 - Introporco
05 - Pirigulino Babilake
06 - Pilha Pura
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quarta-feira, 11 de julho de 2012
Hímen Complacente - Apocalipse + Bonus
Banda: Himen Complacente
Gênero: Punk Rock\Rock n Roll
Origem:Salvador\Ba
Álbum: Apocalipse + Bonus
Ano: *
Integrantes:
Evandro Grauçá(Voz\Baixo)
Roberto Paim (Guitarra\Voz)
Pereira (Bateria\Voz)
Tracks:
1-O Maluco se foi, a Beleza ficou
2-Congresso Nacional
2-Congresso Nacional
3-Menino de Rua
4-Cidadão Soteropolitano
5-País sem Futuro
6-Reaprendendo a Viver
7-Executivo por Sonho
8-Balada Fria
9-Marculino foi a Boston
10-Não somos Anjos
11-Em cima dos Trilhos
12-Multinacionais
13-Apocalípse
4-Cidadão Soteropolitano
5-País sem Futuro
6-Reaprendendo a Viver
7-Executivo por Sonho
8-Balada Fria
9-Marculino foi a Boston
10-Não somos Anjos
11-Em cima dos Trilhos
12-Multinacionais
13-Apocalípse
Bonus
14-Adolescente
15-Cidade Podre
16-Homem Gabiru
17-Lágrimas de Angústia
18-Naquela Cama
19-Nosso Sistema
20-O Medo
21-Providência
14-Adolescente
15-Cidade Podre
16-Homem Gabiru
17-Lágrimas de Angústia
18-Naquela Cama
19-Nosso Sistema
20-O Medo
21-Providência
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terça-feira, 10 de julho de 2012
Release: Jaqueta de Dama (Salvador\Bahia)
"Há exatos 44 anos, vivia, numa cidade suja do interior da Inglaterra, um sujeito pobre e maltrapilho, meio saxão, meio carcamano, completamente anônimo. Do alto de sua vida normal, num bairro normal de uma cidade comum, criou algo que mudaria um mundo. De suas mãos castigadas, mutiladas pelo trabalho árduo, surgiu algo cruel, sombrio e poderoso.
Este algo, ou alguém, espalhou-se pelos 4 horizontes da Terra através de seu rugido visceral e elétrico, cooptando novos corações negros para sua adoração. Seu poder irradiou-se, gerando crias ainda mais fortes, num perder-se de renovações.
Uma de suas sementes criou raízes num promontório improvável, e, por mais hostil, por mais ácido que lhe seja o solo, cresce a olhos vistos.
A Jaqueta de Dama, banda de Salvador, Bahia, é descendente direta dos acordes perversos de Tony Iommi. Formada por Antônio Ribeiro (vocais), Marcelo Farias (guitarra), Vitor Rios (baixo) e Artur Rios (bateria), faz shows de tributo ao Black Sabbath na metrópole dos axés e dos ritmos duvidosos desde 2010. Priorizando a fidelidade às composições do quarteto inglês (de Birminghan e não de Liverpool) em suas apresentações, a Jaqueta vem impressionando o cenário baiano com sua proposta de voltar as raízes mais profundas do Heavy Metal. No momento a banda está em processo de composição e gravação de seu "debut" álbum, prometendo manter a tradição de poder e estilo do seguimento mais agressivo do rock, aliada a inovação de quem já acompanhou 44 anos de força, poder e rugidos elétricos de SGs em fúria"
Banda: Jaqueta de Dama (Black Sabbath Cover)
Origem: Salvador\Ba
Gênero: Heavy Metal
Formação:
Antônio Ribeiro (vocais)
Marcelo Farias (guitarra)
Vitor Rios (baixo)
Artur Rios (bateria)
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Zona Abissal - Zona Abissal [1989]
Banda: Zona Abissal
Gênero: Heavy Metal\Power\Thrash
Origem: Salvador\Ba
Álbum: Kill and Die [Demo Tape]
Ano: 1989
Integrantes:
Magno Santana(vocal/guitarra)
Emilio Otero (guitarra)
Alberto Carvalho (vocal\baixo)
Gilmar Souza (bateria)
Tracks:
1.Xadrez Social
2.Nosso País3.Delírios de Pavor
4.Tempo Passado
5.Anjos Mortais
6.Dias de Cão
7.Excalibur
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Banda Cascadura é um dos expoentes no cenário do rock no país
Criado há quase 20 anos na BA, grupo tem como fãs Lobão e Nando Reis.
Banda se tornou referência no cenário do rock, influenciando novos artistas
Na ativa desde 1992, a banda Cascadura – antes denominada Dr. Cascadura – é fruto das ideias e ações de Fábio Magalhães (vocalista e guitarrista), mais conhecido como Fábio Cascadura. Ao longo de duas décadas, Fábio vem liderando a banda, que se consolidou como uma das mais bem sucedidas na cena nacional, com cinco álbuns lançados, sendo o mais recente o duplo “Aleluia”. Entre a lista de fãs da banda estão artistas como Lobão e Nando Reis, além da conterrânea Pitty.
(Até sexta-feira (13), Dia Mundial do Rock, o G1 faz uma série de reportagens sobre o rock baiano e suas influências no cenário nacional )
Fábio conta que o rock entrou em sua vida quando ainda tinha 12 anos. "Ficava fuçando os discos de meus irmãos, e um dia achei uma fita cassete sem identificação. Botei para tocar, e a música que saiu me pegou de um jeito muito forte. A fita tinha sucessos dos Beatles nos dois lados’, relembra. Depois disso, o menino Fábio entrou por um caminho sem volta. ‘Um colega de escola me disse que o irmão dele tinha os discos dos Beatles, e também me mostrou outros grupos, como Led Zeppelin, Pink Floyd, Rita Lee, etc".
A transição de apenas apreciador para membro de uma banda de rock não demorou muito. "Quando comecei a entender como funcionava a coisa, passei a fantasiar a ter uma banda. Pintou a vontade de aprender um instrumento, ganhei um violão e fui procurando outras pessoas na escola que tocassem’, conta. "Com 17 anos, formei uma banda com um amigo da escola – se chamava Corja. Mais tarde, organizei uma mostra de som, mas ninguém se inscreveu. Então chamei Rex e Joe (que depois seriam membros da banda The Dead Billies) e montamos Os Feios, isso em 1988 ou 1989. Depois de formado, fui trabalhar e larguei a música. Fui trabalhar no polo petroquímico, mas senti um vazio imenso, comecei a ficar angustiado, então decidi: 'vou montar uma banda, nem que seja de brincadeira'. Liguei para Joe e foi quando montei o Cascadura. Na época, a gente fazia um som anos 60".
Quando fizemos o Bogary, a ideia era gravar um disco para encerrar a banda, só que o disco crescia cada vez mais, e ganhamos fôlego com ele", diz Fábio Cascadura
Fábio diz que após assistir a um show da Úteros em Fúria (primeira banda local a ganhar destaque nos anos 90), suas concepções de como a Cascadura deveria soar mudaram. Com um som e visual que remetia à década de 70, embalados por Lynyrd Skynyrd e Rolling Stones, a banda ganhou o público de Salvador e o produtor Nestor Madrid, que levou o grupo para gravar o primeiro e segundo álbuns, respectivamente intitulados de ‘#1’ e ‘Entre’. Para o terceiro trabalho, Fábio rompeu com a estética e sonoridade setentista.
"Eu senti que poderíamos ampliar nosso leque. Tem até uma história engraçada: quando convidei Thiago (Thiago Trad, baterista) para a banda, ele contou aos amigos que ia entrar no Cascadura, que ia deixar o cabelo crescer, mandar fazer umas calças boca de sino, mas quando fizemos a primeira reunião, eu disse que a ideia era fazer uma coisa nova e tal, e ele ficou meio, 'pô, cortou minha onda', (risos). Naquela época, estávamos ouvindo muito o que estava acontecendo naquele momento", explica o músico.
A mudança no direcionamento musical da banda ocorreu no álbum "Vivendo em Grande Estilo", de 2004, mas o grande sucesso veio com o CD "Bogary", de 2006. "Acho o Bogary um disco chave. Ele acabou sendo um escudo, foi muito bem aceito. Ele foi feito em 20 dias. Quando fizemos o Bogary, a ideia era gravar um disco para encerrar a banda, só que o disco crescia cada vez mais, e ganhamos fôlego com ele", revela.
No ano do vigésimo aniversário da Cascadura, a banda liberou via download gratuito o novo álbum, "Aleluia", um disco duplo. ‘O Aleluia levou dois anos para ser feito. Foi uma proposta ambiciosa que aos poucos vai assumir o lugar no coração das pessoas", aposta Fábio. A versão física do álbum deve sair entre agosto e setembro, através do selo soteropolitano Garimpo Música, e a partir daí, a banda cai na estrada. "Tem rolado convites. No segundo semestre devem rolar umas turnês", adianta.
Do alto de seus mais de 20 anos de carreira, além de profundo conhecedor do Rock n’ Roll, Fábio avalia a própria trajetória e se diz satisfeito. "Sou extremamente realizado, porque tenho o que queria, que é reconhecimento. Tive a alegria de ter parceiros que admiro muito. Para mim é um prêmio muito grande, sou muito feliz por isso’. Ele ainda aproveita a data comemorativa e envia uma mensagem aos rockers de todo o Brasil: "Não tenha preconceitos. O rock nasce para quebrar amarras, superar uma série de restrições sociais. A cultura branca se mescla com a cultura negra. A premissa básica do rock é não ter preconceitos’.
Fonte: G1.Globo
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Doykod - Accept The New Order (2002)
Banda: Doykod
Origem: Salvador\Ba
Gênero: Thrash Metal
Álbum: Accept The New Order
Ano: 2002
Formação:
Erik Sousa: Voz\Baixo
Leo Mattos: Bateria
Victor Mattos: Guitarra
Alex Marx: Guitarra
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Lou - Lou (2004)
Banda: Lou
Gênero: Alternative
Origem: Salvador\Ba
Álbum: Lou
Ano: 2004
Integrantes:
Déa Gabi-Vocal
Tati Trad-Baixo\Voz
Mel Lobo-Guitarra\Violão\Voz
Carol Ribeiro-Guitarra\Voz
Beto Becerra-Bateria
Tracks:
01 Paraquedas
02 Holly Drive
03 How Things
04 Violetas
05 Tantos Egos
06 Get away
02 Holly Drive
03 How Things
04 Violetas
05 Tantos Egos
06 Get away
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Confiteor: Alírio Netto é a segunda participação confirmada no debut álbum

O vocalista Alírio Netto, membro das bandas LINCE e AGE OF ARTEMIS, é o segundo artista que confirma participação no debut álbum da banda CONFITEOR, intitulado “Arcana Mea”.
Alírio Netto junta-se a Edu Falaschi (Almah, ex-Angra) formando a primeira dupla, das duas programadas, para participarem do referido trabalho. “O convite partiu do Edu Macedo, meu amigo pessoal e dono da gravadora de ambas as bandas”, afirmou Alírio. “Já dividi o palco com a CONFITEOR em um festival que ocorreu em Goiânia e, particularmente, gostei muito do que vi. Acredito que com o lançamento do primeiro álbum dos caras, o Brasil estará conhecendo uma nova potência do nosso Metal nacional”, finaliza.
“Arcana Mea” será lançado através da MS Metal Records no segundo semestre de 2012, e contará com a distribuição da Voice Music para as principais lojas especializadas do ramo e MegaStores do país.
Em paralelo, Alírio Netto continua com os shows em suporte ao seu álbum ao lado da AGE OF ARTEMIS, intitulado “Overcoming Limits”, além de estar prestes a ver lançado no Brasil o primeiro CD da bandaLINCE, intitulado “Zero” (MS Metal Records).
Para mais informações sobre as atividades das bandas CONFITEOR, AGE OF ARTEMIS, LINCE e demais clientes da empresa, basta entrar em contato com a MS Metal Press através do e-mailcontato@msmetalpress.com.
Fonte: Msmetalpress
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