domingo, 29 de julho de 2012

Desabafo: Tá Osso Rock em Salvador

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Algumas casas de shows estão cobrando entre 500 à 1000 pau pra sua banda tocar! Outras estão cobrando bem MAIS!!! O que é isso, bicho? O espírito rock and roll ta comendo poeira em pleno Séc XXI, mesmo? 
É até entendível porque "a coisa" foi ficando assim, porém creio que , por vezes, os "braços poderiam torcer". Tem banda mostrando trabalho de verdade, se profissionalizando, dando a cara a tapa, e dando duro, pra uma arte que pra uns... é passageira e pra outras duram mais. 
ROCK NAS RUAS - A solução é voltar pra moda "Faça você mesmo" ou temos que mostrar que aqui não tem bundão? Há bandas que vem conquistando público, que levam o lucro para as casa, claro que não se comparam com os das grandes bandas de surgiram aqui em Salvador, contudo, que vem andando certo, batendo o martelo no prego e levando qualidade pras casas de rock, pro público, pra cidade, enfim.
"Estrelismos", "Falta de profissionalismo e respeito com os músicos", "Falta de caráter", "Sujeira" e "Bagunça", erros desse rock underground.
Mas pra fazer rock, e pra poder levar isso para o público, com a qualidade que você vem lutando pra ter, precisar de pagar... ta OSSO!

Texto: Matheus Carmo


Rock Baiano: História de uma Cultura Subterrânea

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O novo rock abriu espaço para o surgimento de uma categoria profissional que por sua vez, se esforçou para confirmar a seriedade da música pop: o crítico de rock. Não por acaso, o livro de Ednilson Sacramento contando parte da história do rock baiano é uma das confirmações que devemos continuar essa jornada. Leia a seguir um trecho do livro e faça o download do E-Book completo logo mais a baixo!
“A obra de Raul Seixas é única no mundo inteiro. A qualquer tempo, ele sempre estará atual. É o que nos faltava para compreendermos aquilo que não compreendíamos”.
Sylvio Passos, Raul Rock Club/SP Com dezenas de estudos honrosos acerca de sua obra e vida, o nome Raul Seixas não aparece aqui com o destaque à altura do seu legado, apenasaludimos uma abordagem limitada. Não é exaustivo afirmar que o papel do artista extrapola os limites físicos e palpáveis que lhe imputam. Não é muito dizer que o seu trabalho possui vários níveis de compreensão, mas a compressão de seus pensamentos pode ter sido utilizada por muitos para minimizar a profundidade da sua música - tornando-o multiinterpretável ou ignorado. Um pouco antes de sua morte, Raul Seixas comentava no programa “Ensaio Geral”, espaço memorável da Educadora FM, acerca do quase total desconhecimento da sua obra. Dizia Dom Raulzito: “Antes achavam que eu era paulista e não baiano, justamente por nunca ter pertencido ao grupo baiano, e a música era muito voltada para o ser humano, Inclusive, no disco “A Pedra do Gênesis” tem uma música que diz bem isso - A Lei _ ela promulga uma coisa que eu li no palco durante onze anos, a lei do homem, todo homem tem o direito de pensar o que quiser, de amar como quiser...”. Raul sempre sincronizou sua obra aos descaminhos e inquietudes de toda a existência; foi criatura e criador de questionamentos incessantes". Falar de Dom Raulzito é repetir o anseio de negação e recusa das amarras do homem moderno. Raul não foi contra tudo e contra todos. Foi a favor do homem. Que mais podemos querer desse poeta? Raul incluiu num de
seus últimos discos - “A Pedra do Gênesis”, de 1988 - uma canção do compositor Zé do Norte chamada “Lua Bonita”. Não tendo o costume de gravar músicas de outros compositores, o cantor foi feliz em inserir “Lua Bonita” e, num certo momento, comentava: “Essa música eu cantava ao vivo no Tereza Raquel, quando fazia a temporada de 73 e lançava “Ouro de Tolo”. Um dia, ele foi assistir ao show e não o deixaram entrar. Ele não tinha dinheiro para pagar o ingresso. Eu mandei ele entrar, ficou no camarim comigo e foi muito bacana ter conhecido Zé do Norte. A Pedra do Gênesis é meio místico e a lua sempre foi uma entidade mística: significa mulher, o oposto do sol, que é o homem. “Lua Bonita”, Zé do Norte fez quando tinha 14 anos de idade, em homenagem à lua porque ele se apaixonou por ela.

A história do Black Metal, parte 2 de 3. O Trio INFERNAL!

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É com muito prazer que dou continuidade a este post que aborda esta vertente do metal que por tantos anos esteve presente em meus momentos metálicos. Vamos dissecar um pouco mais dos primórdios do estilo dando ênfase as 3 grandes bandas: Venom, Celtic Frost e Bathory, que moldaram sua forma e plantaram sementes pra enúmeras interpretações e aprimoramentos que aconteceriam futuramente na década de 90. O Black Metal carregou, e talvez ainda carregue, o espírito que o Metal em geral trazia consigo nos anos 80 de ser underground, não tinha espaço na MTV e nas rádios, aqui no Brasil por exemplo, mesmo a Fluminense FM do Rio, grande divulgadora do Rock e Metal em terras tupiniquins em seu programa de 1 hora aos domingos chamado "Guitarras", especializado em Heavy Metal, raramente tocava algo. Então vamos as bandas:




Venom surgiu em Newcastle, Inglaterra sob o nome de Guillotine e tinha como seu fundador Jeff Dunn, futuramente conhecido como Mantas Numa conversa sobre os rumos da banda, Jeff ouviu de Conrad Lant, futuro Cronos, suas aspirações e intenções que eram definitivamente montar uma banda de Metal Satânico, Jeff acreditou na idéia e seguiram adiante. Apesar de intensamente influenciados por Black Sabbath, havia uma revolta de Cronos com sua postura, em sua concepção, de nada adiantava se inspirar em um filme da Hammer, o Black Sabbath de Boris Karloff, e no final da música cantar: "Oh no please God help me!", eles queriam ir muito além do Sabbath e, na verdade, representar o lado negro, em vez de serem as vítimas do terror, propor o terror! O que, foi uma sacada única para a época! O Venom foi o responsável por todas as bandas futuras que abordariam críticas religiosas em suas letras. A banda não participava de nenhuma cena

metal, ou grupo, ou roda de amigos, como foi o caso do thrash, que de uma galera surgiram várias bandas, eles eram renegados e sozinhos, os shows não eram agendados se o local não provesse o cenário adequado para o teatro produzido pelos fogos de artifício, planos de fundo etc... Tudo deveria estar de acordo com sua proposta. E foram estas, dentre outras diversas peculiaridades que fizeram do Venom, único, um marco na história do Metal. Seus 4 primeiros álbums são os relevantes e apesar do WELCOME TO HELL ter sido o primeiro, os divisores de águas foram o BLACK METAL e AT WAR WITH SATAN. Algo a se enfatizar é que, apesar de ter lido a "Satanic Bible" de Anton LaVey, nenhum deles participava de nenhum grupo, seita ou algo parecido, no âmago de suas existências, os 3 eram "Easy Riders" como qualquer outro rocker, apenas com uma proposta mais audaciosa. Na minha opinião o Venom durou o período em que a clássica formação existiu com Cronos no Baixo/Vocal, Mantas na Guitarra e Abaddon na Bateria, quando Mantas saiu logo após as gravações do Possessed, em 1987, a banda desandou, foi justamente neste período que eles estiveram no Brasil tocando com o Exciter.

Álbums de estúdio e EPs: 
1981 - Welcome to Hell, 1982 - Black Metal, 1983 - At War with Satan, 1985 - Possessed, 1987 - Calm Before the Storm, 1989 - Prime Evil, 1990 - Tear Your Soul Apart, 1991 - Temples of Ice, 1992 - The Waste Lands, 1996 - Venom '96, 1997 - Cast in Stone, 2000 - Resurrection, 2006 - Metal Black e 2008 - Hell.

Vamos falar dos relevantes:

BLACK METAL - Lançado em 1982, é simplesmente a pedra fundamental do estilo. A porta é arrombada com a música título do álbum que já teve sua cover com Cradle of Filth, Alchemist, Hipocrisy, Mayhem, Dimmu Borgir, Vader dentre tantas outras, que compõe a lista dos highlights do play pra mim, além desta destaco Buried Alive, com seu clima obscuro e pesado, "Leave me in hell" e "Countess Bathory", esta última também já foi gravada e tocada ao vivo por enúmeras bandas.

TRACKLIST
Lado A ("Black")

1."Black Metal"
2."To Hell and Back"
3."Buried Alive"
4."Raise the Dead"
5."Teachers' Pet"

Lado B ("Metal")
6."Leave Me in Hell"
7."Sacrifice"
8."Heaven's on Fire"
9."Countess Bathory"
10."Don't Burn the Witch"
11."At War with Satan (preview)"

AT WAR WITH SATAN (1984) - Este pra mim é o GRANDE ÁLBUM DE BLACK METAL DE TODOS OS TEMPOS, com uma inspiração sem precedentes e audácia inimaginável a banda já se reinventava no seu 3º disco. Inspirados no magnífico 2112 do Rush, comporam a épica música título tomando todo o primeiro lado do álbum durando um total de 20 minutos. A música é um Black Metal progressivo, algo raro no gênero, a letra fala de uma suposta vingança de Satã e seus Demônios contra os céus e digo em alto e bom som, daria um grande filme de terror! No seu decorrer a música sofre diversas variações, e nada, nenhuma banda do estilo em nenhuma fase ou lugar nenhum do mundo conseguiu conceber algo tão "horrivelmente belo" como esta canção.

"Lucifer's demonic laughter Assist our quest, Belial prays free from Hell who serves the master Sound the charge on Sabbaths day."

Charge!

(Que fique mais uma vez registrado, não sou satanista ou qualquer "ista" da vida, abomino rótulos, mas sei apreciar as diversas formas de arte independente de onde elas partirem ou se basearem)

O lado B, retirando a cult "Arghhhh" que é uma grande palhaçada de estúdio e poderia muito bem não existir, todas as músicas são matadoras.


TRACKLIST
Lado A
1."At War with Satan"

Lado B
2."Rip Ride"
3."Genocide"
4."Cry Wolf"
5."Stand Up (And Be Counted)"
6."Women, Leather and Hell"
7."Aaaaaaarrghh"

SINGLES 80-86 - Este álbum possue alguns sons monumentais e importantíssimos para o Black Metal que não saíram em ábums de estúdio. Uma coisa interessante e peculiar do Venom era que eles gravavam músicas inéditas em seus singles. Aqui as minhas favoritas são "Bloodlust", "In Nomine Satanas", "Warhead" e "Seven Gates of Hell".

" Unveiled in death to the sinner
Written in the ancient book of lies
Hear the demons call fromthe crimson waterfall
As the blood rained from the skies "


TRACKLIST
1.In League With Satan
2.Live Like an Angel
3.Bloodlust
4.In Nomine Satanas
5.Die Hard
6.Acid Queen
7.Bursting Out
8.Warhead
9.Lady Lust
10.Seven Gates of Hell
11.Manitou
12.Dead of the Night


Diversas coisas relevantes podemos falar sobre esta banda, uma delas foi que seu vocal seria o grande influenciador das bandas européias nos anos 90, foram os pioneiros do Viking Metal dentre outras coisas...

Podemos concluir também que, sob um olhar analítico bandas como Burzum, Emperor e Immortal, grandes bandas dos anos 90, possuem uma audição mais próxima ao Bathory de UNDER THE SIGN OF THE BLACK MARK que o próprio Venom.
Formados em Estocolmo, Suécia a banda tem uma história sólida e influente no estilo, Quorton, o fundador, tinha apenas 17 anos na época, as primeiras gravações da banda, que antes de se firmarem sofreram diversas modificações no staff, foram 2 músicas para a compilação Scandinavian Metal Attack, que eram "Sacrifice" e "The Return of Darkness and Evil", que futuramente sairiam no álbum BATHORY e no THE RETURN respectivamente. O que sempre se repete em sites e biografias sobre a banda espalhadas pela internet é que, apesar de sabermos que o Venom inventou o estilo, Quorton afirma que nunca comprou nenhum disco do Venom e que havia ouvido apenas algumas músicas, disse ainda que não conhecia o Venom quando das gravações do primeiro disco. Discóridas a parte, podemos dizer que o Bathory só perde no quesito "timing" pois sua sonoridade é bem diferente do Venom e isto é algo muito interessante de se salientar, pois, embora em frações de tempos diferentes, mas mínimas, as três primeiras grandes bandas de Black Metal soam bem diferentes umas das outras. A carreira do Bathory se divide em 3 fases, a primeira composta dos 3 primeiros discos é puramente black metal, com letras obscuras e ritmo tosco e violento, o 4º álbum, o melhor da banda, BLOOD FIRE DEATH, e um dos melhores do estilo, foi a fusão entre o Black Metal e o Viking, os 2 seguintes, HAMMERHEAT e TWILIGHT OF THE GODS, foram 100% viking, uma mudança drástica no estilo, apesar de ter assustado os fãs acabou caindo nas graças e agradou tando os black metallers quanto outros headbangers que não curtiam o estilo tanto assim, os 2 próximos, REQUIEM e OCTAGON, para surpresa dos fãs mais uma vez, Quorton levou a banda para algo que foi rotulado como "retro-thrash", pois sua sonoridade os remetia as bandas de thrash da bay area dos anos 80, os restantes BLOOD ON ICE, DESTROYER OF THE WORLDS e NORDLAND I e II voltaram para a temática viking. Em junho de 2004, Quorton foi encontrado morto em sua casa, aparentemente de um ataque do coração.

Discografia: (1984) Bathory, (1985) The Return of Darkness and Evil, (1987) Under the Sign of the Black Mark, (1988) Blood Fire Death, (1990) Hammerheart, (1991) Twilight of the Gods, (1994) Requiem, (1995) Octagon, (1996) Blood on Ice, (2001) Destroyer of Worlds, (2002) Nordland I e (2003) Nordland II.

Vou citar 2 que eu considero fundamentais para o Black Metal e mais importantes do Bathory nesta fase, saliento que, apesar de HAMMERHEART e TWILGHT OF THE GODS serem monumentais, estão fora do escopo do post por se tratarem de Viking Metal:



UNDER THE SIGN OF THE BLACK MARK (1987) - Podemos tranquilamente dizer que este disco compõe um dos marcos, uma das sementes do que futuramente seria o TRUE NORWEGIAN BLACK METAL, os clássicos "Woman of dark desires", "13 Candles" e "Enter the eternal fire" são eternos, a "Enter..." figura como o primeiro black metal épico e traz consigo os primeiros elementos do que, musicalmente no futuro seria o Viking Metal, ele exploraria esta atmosfera melhor nos trabalhos seguintes.

lineup:
Quorthon – Guitarra, Baixo, Sintetizadores e os Vocais
Paul Pålle Lundburg – Bateria
Christer Sandström – Baixo adicional




TRACKLIST
Lado A
1."Nocternal Obeisance (Intro)"
2."Massacre"
3."Woman of Dark Desires"
4."Call from the Grave"
5."Equimanthorn"

Lado B
6."Enter the Eternal Fire"
7."Chariots of Fire"
8."13 Candles"
9."Of Doom"
10."(Outro)"

BLOOD FIRE DEATH (1988) - Quarto álbum da banda, em "For all those who died", Quorton presenteou o mundo headbanger com um grande clássico do Black Metal, sua pegada cadenciada juntamente com as letras e guitarras eletrizantes nos proporcionam momentos eternos,

"Burning naked but smiling
Not full of fear but pride
Knowing death alone could cleanse them
Of the reasons for which they all die"


"Dies Irae", é algo como uma aula de Black Metal europeu, todo o estilo e essência com os quais o estilo foi delineado durante anos está concentrado em 5m11s de uma porrada devastadora. Algo interessante desta música é o intencional acróstico formado pelas primeiras letras de suas frases formando: "CHRIST THE BASTART SON OF HEAVEN". Há de se salientar que a Bíblia Sagrada do Viking Metal foi escrita na música título do álbum, tudo que caracteriza o estilo está concentrado nela.

lineup:
Quorthon - Vocais, Guitarra
Vvornth - Bateria
Kothaar - Bass


TRACKLIST

Lado A 
1."Odens Ride over Nordland"
2."A Fine Day to Die"
3."The Golden Walls of Heaven"
4."Pace 'till Death"
5."Holocaust"
Lado B
6."For All Those Who Died"
7."Dies Irae"
8."Blood Fire Death"
9."Outro"



É bem complicado falar desta banda, pois seu líder é uma pessoa, eu diria, bem controversa, e a mudança de estilo impensável, ridícula e absurda que a banda sofreu após as gravações do TO MEGA THERION em 1985 quase conseguiram apagar a imagem de vanguardistas e precursores do estilo. A dificuldade é lidar com um material pesado e underground que é o início da carreira do Celtic e algo pop, insosso e digno de chacota na linha de lixos como Poison e companhia. Eu procuro pensar que a banda acabou em 1985, finjo que o resto não existe, pra não deixar que a fase ruim manche o excelente trabalho deles em sua melhor fase, portanto leitores, sempre que eu me referir ao Celtic é o Celtic até 1985 OK?


Hellhammer e Celtic são quase a mesma banda, mas com propostas sensívelmente diferentes, tudo começou com a primeira em 1982 na Suíça, formada por Thomas Gabriel, 3 demos foram lançadas em 1983: DEATH FIEND, TRIUMPH OF DEATH e SATANIC RITES, que foram enviadas para enúmeros fanzines pela Europa, nestas demos já era nítida a proposta vanguardista da banda. A verdade é, Tom Gabriel tentou por diversas vezes renegar o Hellhammer, mas como uma maldição ele sempre esteve presente, e foram os próprios fãs de Black Metal que mantiveram a chama do HH viva. O E.P. APOCALYPTIC RAIDS, seu único registro, é considerado uma obra cult e mais uma das sementes do Black Metal, com apenas 4 músicas eles soavam diferentes tanto do Venom, uma de suas influências, e do Bathory. Em 1984 eles finalizam os trabalhos do HH e fundam o Celtic Frost com praticamente a mesma formação que era Tom Gabriel nos vocais e guitarra, Martin E. Ain no baixo e Stephen Priestly na batera. Neste momento que surgiram 2 grandes tótens do Black Metal: MORBID TALES e TO MEGA THERION, são estes 2 álbums que fazem do Celtic pra mim algo único, incomparável e imortal pois o que é cantado e tocado aqui, ninguém nem antes ou depois conseguiu fazer semelhante, Darkthrone e Satyricon tentaram, quase que plagiando fazer igual, mas passaram longe...

Discografia: 1984 - Morbid Tales, 1985 - To Mega Therion, 1987 - Into the Pandemonium, 1988 - Cold Lake, 1990 - Vanity/Nemesis e2006 - Monotheist. 





MORBID TALES (1984) -Impecável em todos os sentidos, sem a abordagem satânica do Venom e do início do Bathory, Celtic nos apresenta um conteúdo lírico voltado para a misantropia, tema que seria extensivamente explorado pelo Black Metal europeu nos anos 90, assuntos obscuros e um pouco do cenário "Conan", não diria Viking. Não consigo destacar nada aqui, acho o play perfeito e figura juntamente com o próximo as pedras fundamentais do estilo.

TRACKLIST


Lado A
1."Into the Crypts of Rays"
2."Visions of Mortality"
3."Dethroned Emperor"
4."Morbid Tales"

Lado B
5."Procreation (Of the Wicked)" 
6."Return to the Eve"
7."Danse Macabre"
8."Nocturnal Fear"

TO MEGA THERION (1985) - Grande clássico que, mesmo com uma produção muito melhor traz, agregado ao seu som a morbidez com a qual a banda ficou conhecida no meio. Os vocais de Tom estão arrebatadores nestes discos, mas principalmente neste, os riffs macabros e sombrios trabalhando em conjunto com as letras para dar o clima apocalíptico em que a belíssima capa desenvolvida por ninguém menos que H.R. GIGER, aquele que concebeu o Alien, propõe, simplesmente indispensável. Quase impossível destacar uma, quase porque, "Necromantical Screams" rouba a cena pra mim, mas todo o disco é perfeito.

TRACKLIST

Lado A
1."Innocence and Wrath"
2."The Usurper"
3."Jewel Throne"
4."Dawn of Meggido"
5."Eternal Summer"

Lado B
6."Circle of the Tyrants"
7."(Beyond the) North Winds"
8."Fainted Eyes"
9."Tears in a Prophet's Dream"
10."Necromantical Screams"

Ufa! Desculpem meus amigos, mas prometo que quando se findar esta série eu redigirei posts mais curtos!

No próximo e derradeiro capítulo da série A HISTÓRIA DO BLACK METAL, falarei sobre o Black Metal no Brasil, a importância do Sarcófago e os discos e bandas mais importanes dos anos 90.


sexta-feira, 27 de julho de 2012

Café com Blues - Tipo Exportação (2008)

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Banda: Café com Blues

Gênero: Blues

Origem: Vitória da Conquista\Ba

Álbum: Tipo Exportação

Ano: 2008

Formação:

Diro Oliveira(Vocal/Flauta/Gaita)
Julio Caldas(Guitarra/Vocal/Viola)
Thomas Oliveira (Bateria/Vocal)
Horton Macedo (Sax/Flautas)
Lucio Ferraz(Guitarra/Violão)

Tracks:
01. Blues na Caatingueira
02. Lei Áurea
03. De repente um Blues
04. Cultura
05. Um Sertão Belo
06. Jornal da Manhã
07. Navio Negreiro
08. Um Bluseiro no Sertão
09. Noel
10. Folia de Santo Reis


Malaco Véio - Punk HC (2002)

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Banda: Malaco Véio

Gênero: Punk Hardcore

Origem:  Ribeira do Pombal\Ba

Álbum: Demo

Formação:

Ricardo: vocal/baixo
Juninho: bateria
Marquinho (Marvin): guitarra

Tracks:
01. Sugador
02. Flores para os mortos
03. Duras palavras
04. Códigos de barra
05. Descontrole abusivo
06. Desperdicio
07. O homem destroi



Mercy Killing - "Toxic Death" (1993)

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Banda: Mercy Killing

Origem: Salvador\Ba

Gênero: Thrash Metal

Álbum: Toxic Death (Demo)

Ano: 1993


Tracks:

01 - Intro - Redress
02 - Under the acid Rain
03 - Born to Kill
04 - Flame out in the Cold
05 - Toxic Death
06 - Thrash till Death
07 - Social Disease
 08 - Holocaust
09 - Life
10 - RIS
11 - Tales

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Bloody Sky : Heavy Metal (Salvador\Bahia)

2 comentários:



Release:
A Bloody Sky é uma banda de Heavy Metal formada em Salvador, em outubro de 2005. O característico som pesado, agregado a letras que tratam de temas históricos, apocalípticos ou cotidianos, tem a influência das grandes bandas que fizeram história no cenário mundial nos 80’s, a exemplo de Iron Maiden, Judas Priest, Black Sabbath, Metallica e Iced Earth. 
Bloody Sky é uma expressão em inglês utilizada para designar a cor do céu um pouco antes do anoitecer. Sua formação passou por várias mudanças nos últimos anos, mas hoje conta com praticamente todos os membros fundadores:

Banda: Bloody Sky

Origem: Salvador\Bahia

Gênero: Heavy Metal

Formação:
Gill Nguni – Vocais
Albin Jursa – Guitarras
Leandro Campos – Baixo
Vladimir Serapião – Bateria

Links
E-mail: bloody_sky@live.com

The Angel Of Death


Bloody Sky - My Turn (2012 Version)

terça-feira, 24 de julho de 2012

A história do Black Metal, parte 1 de 3. Os pais do Thrash

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Em homenagem a diversos leitores e comentaristas fãs do estilo e aqueles que desejam conhecer mais sobre o mesmo, darei uma esplanada geral nos primórdios desta que é a vertente mais controversa do Heavy Metal e a mais renegada também. Muitos se referem a este estilo como extremo, este adjetivo permite diversas avaliações, na minha opinião, extremo pode ser interpretado como, ou você ama ou odeia, não existe meio termo, pois o som, pra quem não esta familiarizado é bem indigesto. Como, sabiamente, disse meu grande amigo Marcos, um dos méritos do Black metal foram de ter mantido um pouco do ranso, do underground do metal anos 80 vivo ainda através dos anos 90, década que o próprio thrash que por algum tempo foi considerado o primo sujo do Metal já havia perecido, salvo algumas poucas bandas como o Sepultura. Eu gosto muito do estilo, tanto os dinossauros quanto os contemporâneos, mas confesso não saber bem o que me levou a apreciá-los, não sei se foi a paixão por filmes de terror, literatura fantástica como Lovecraft e Poe por exemplo, ou as pinturas de Giger e Gustave Dorré ilustrando a Divina Comédia de Dante, não saberia ao certo responder.


Não existem dúvidas que foram Cronos, Mantas e Abaddon do VENOM que criaram o estilo em 1981 com o lançamento do espetacular Welcome to Hell. Para muitos, inclusive Lars Ulrich, Venom foi o criador do thrash. Com a banda se formando em 1979 e registrando o seu primeiro trabalho em 1981 eles foram, ou simultâneos, ou anteriores, mesmo porque Metallica, Slayer, Megadeth e Exodus tiveram como influência o próprio Venom; Slayer e Metallica inclusive, já abriram pro Venom no início dos anos 80. Se alguém me dissesse sobre a influência do Motorhead no Black metal aí sim, eu seria obrigado a concordar, apesar de liricamente estar completamente fora, o instrumental de Lemmy Kilmister está nitidamente presente nas obras do Venom, inclusive no estilo de cantar de Cronos, para ratificar esta informação basta ouvir Overkill, Stay Clean, No Class, Bomber e Ace of Spades, todas gravadas antes do lançamento do Welcome to hell. O Black Sabbath do primeiro álbum tentou descer alguns degraus que o Venom futuramente se aventuraria com uma naturalidade tremenda. Eles uniram a pegada do Motorhead com letras voltadas a críticas religiosas e falando abertamente de viagens ao inferno e o apocalipse. Muitos pseudo críticos de plantão gostam de apontar o dedo as bandas de Black metal 80tistas por não possuírem grandes músicos, mas a essência do estilo não repousa na virtuosidade e sim na atmosfera criada, o que dizer dos Ramones então? A primeira fase do Black metal se resume em 3 grandes bandas: Venom, Bathory e o Hellhammer/Celtic Frost, claro que não podemos esquecer da nossa querida cena tupiniquim, que tinha o Vulcano e o imortal Sarcófago, que praticamente lançou a semente para cena escandinava. No próximo post dissecaremos os discos mais importantes da cena 80tista e conheceremos mais da história destes 3 grandes. Até semana que vem!


" Welcome To Hell foi um clássico! Black metal, speed metal, death metal – Venom iniciou tudo isso em 1981 com este album.“ (Lars Ulrich, Metallica)

" Venom foi a primeira banda de thrash que eu ouvi um disco – isso realmente me impulsionou pra ser o melhor.“ (Kerry King, Slayer)

"O espírito do Venom está em tudo que eu faço." (Dave Grohl, Nirvana)






fonte:rattleheadbrasil

Behavior e Revengin: bandas confirmadas no UnderMetal Fest 2012

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As bandas BEHAVIOR e REVENGIN, ambas do cast da MS Metal Press, foram recentemente confirmadas na edição 2012 do UnderMetal Fest, que se configura como sendo um dos principais festivais de Rock e Heavy Metal do Brasil.

O festival acontecerá nos dias 22, 23 e 24 de novembro no Sol Music Hall, em Goiânia, Goiás. Além da BEHAVIOR e REVENGIN, que participarão nos dias 23 e 24, respectivamente, foram também confirmadas as bandas Black Label Society, Lock Up, Hangar e Hibria.

Para mais informações sobre o evento, basta acessar os ite oficial do festival através do link ao lado: UnderMetal

Para mais informações sobre as atividades das bandas BEHAVIOR, REVENGIN e demais clientes da empresa, basta entrar em contato com a MS Metal Press através do e-mail contato@msmetalpress.com.

Open The Road: Ingressos disponíveis para o show do Assassin em Salvador

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A Open The Road Agency em parceria com a MS Metal Press, disponibilizaram os ingressos para o show que a banda alemã ASSASSIN realizará na capital baiana, Salvador.

Os ingressos para o evento de Salvador poderão ser adquiridos através do site da Ticket Brasil ou na portaria da casa de shows, no dia do festival.

O Open The Road Festival, que também contará com as participações das bandas Mystifier, Behavior e Poisonous, acontecerá na cidade do Salvador no próximo dia 23 de agosto, em um dos bares mais tradicionais da capital baiana: o Dubliners Irish Pub.

A banda lendária do Thrash Metal alemão ASSASSIN desembarcará no Brasil no próximo mês de agosto, para dar inicio a “Doomsday Prevention Tour 2012″. O grupo, que conta com o lendário Michael Hoffmann (ex-Sodom), vem divulgar seu EP “Chronicles of Resistance” e também apresentará aos fãs brasileiros todos os clássicos dos álbuns “Up Comming Terror” (87) e “Interstrelar Experience” (88).

Serviço:

Open The Road Festival – Poisonous + Behavior + Mystifier + Assassin

Data: 23 de agosto (quinta-feira)
Local: Dubliners Irish Pub
Endereço: Rua da Paciência, 255, Rio Vermelho
Horário: 19h00
Cidade: Salvador/BA
Ingressos: R$40,00 (preço único)
Informações: (71) 9115-5086

Para mais informações sobre todas as atividades da MS Metal Press, basta entrar em contato com a empresa através do e-mail contato@msmetalpress.com.
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